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Prefeitura de Goiânia nega redução de recursos para saúde após alerta de sindicato

Prefeitura afirma que mudança nos recursos visa otimização, enquanto SIMEGO alerta para possível impacto negativo no atendimento.

A Prefeitura de Goiânia negou que tenha ocorrido uma redução nos recursos destinados ao pagamento dos profissionais credenciados da rede pública de saúde. Segundo a administração municipal, a mudança adotada a partir de setembro faz parte de uma estratégia de otimização das fontes de financiamento.

Uma nota técnica, produzida conjuntamente pelas secretarias municipais de Saúde (SMS) e da Fazenda (Sefaz), afirma que os recursos provenientes de emendas parlamentares poderão ser utilizados para o pagamento dos profissionais credenciados, desde que destinados especificamente para ações da Atenção Primária.

Contexto das mudanças

O comunicado da prefeitura ocorre após o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO) alertar para uma redução de aproximadamente R$ 6 milhões mensais nos recursos do Tesouro Municipal para esses pagamentos. Documentos apontam que a Secretaria Municipal da Fazenda fixou em R$ 4 milhões o repasse mensal desde setembro, enquanto a média anterior era de R$ 10,17 milhões.

De acordo com o SIMEGO, essa diferença pode resultar em uma redução significativa na capacidade de contratação de profissionais. Estimativas indicam que o impacto poderia afetar até 2 mil plantões médicos mensais, equivalendo a 160 mil atendimentos potencialmente comprometidos.

Preocupações do sindicato

O presidente do SIMEGO, Eduardo Santana, destacou que a rede municipal já enfrenta insuficiência de profissionais. Ele afirmou que a redução dos recursos ocorre em um momento de aumento da demanda. “Nós trabalhávamos com um serviço de pronto-atendimento em cada Cais, tínhamos 14 deles na cidade, e agora temos apenas sete,” afirmou Santana.

O sindicato expressou suas preocupações ao Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) e ao Ministério Público de Goiás (MPGO), que, após inspeção, apontou insuficiência de profissionais e falta de insumos básicos nas unidades de saúde.

Resposta da prefeitura

A Secretaria Municipal de Saúde solicitou um prazo de 60 dias para realizar uma adaptação gradual, mas a Sefaz manteve o novo limite financeiro. A medida foi formalizada em setembro através do Memorando Circular nº 15/2026/SMS, que determinou a revisão do quadro de profissionais credenciados.

Até o momento, não foi divulgado o número exato de profissionais e plantões alterados, mantendo as projeções como estimativas. O SIMEGO cobra transparência nos critérios de revisão das escalas e um plano de contingência para evitar sobrecarga dos profissionais.

GED

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