Preço da maçã segue em baixa no Brasil até agosto, aponta Cepea
Safra abundante e estoques elevados mantêm preços baixos; previsão de alta só após agosto.
A safra de maçãs deste ano trouxe boas notícias para os consumidores brasileiros: os preços da fruta estão mais baixos e devem permanecer assim até agosto, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP. A queda nos preços é resultado de estoques elevados, consequência de uma safra abundante e de melhor qualidade.
Conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, o preço da maçã caiu 4,59% nos últimos 12 meses. A Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM) estima que a safra de 2025/2026 encerre com um aumento de 20% na produção em relação à anterior, totalizando entre 1,1 milhão e 1,2 milhão de toneladas.
Expectativa de preços e qualidade
Lucas de Mora Bezerra, analista do Cepea, explica que, embora seja comum os preços subirem em junho ou julho, este ano será diferente devido aos altos estoques. “Estamos em um ano de recuperação de safra, o que manteve os estoques elevados”, destaca.
Além dos preços, a qualidade das maçãs também surpreendeu. A safra de Fuji, por exemplo, apresenta o fenômeno “pingo de mel”, que ocorre em anos de ciclo tardio e baixas temperaturas, resultando em frutas mais doces e suculentas.
Impacto no mercado e nas festas juninas
Os preços baixos beneficiam setores como o de maçãs do amor, tradicionais nas festas juninas. Adriana Cardoso, CEO da Maçã & Cia Oficial, relata que os preços negociados atualmente estão bem melhores que no ano passado, permitindo margens de lucro mais atraentes e promoções para os clientes.
A expectativa é que, com o fim dos estoques elevados, os preços comecem a subir após agosto, mas até lá, consumidores e comerciantes podem aproveitar o momento.



