Perícia revela dinâmica dos disparos que mataram corretora em Caldas Novas

Laudos indicam que tiros foram efetuados em área de mata, após vítima ser retirada do condomínio ainda com vida
A dinâmica dos disparos que tiraram a vida da corretora Daiane Alves foi detalhada em laudo pericial que aponta execução fora do condomínio onde ela morava, em Caldas Novas. A análise técnica confirmou que um dos projéteis atravessou o crânio e teve saída pelo globo ocular esquerdo, enquanto o segundo permaneceu alojado na cavidade craniana, permitindo exame de microcomparação balística.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil de Goiás, a ausência de grande quantidade de sangue no subsolo do edifício foi determinante para descartar o local como cena do homicídio. Peritos explicaram que um ferimento transfixante na região ocular provocaria hemorragia severa e imediata, deixando vestígios biológicos impossíveis de serem completamente eliminados sem o uso de produtos químicos específicos, cujos resquícios também não foram identificados.
Testes realizados com luminol e outras técnicas indicaram que, no condomínio, houve agressão inicial sem emprego de arma de fogo. A vítima teria sido subjugada e colocada no veículo do síndico, identificado como Cléber Rosa, ainda com vida. Os disparos fatais ocorreram posteriormente, já em região de mata próxima à rodovia, onde o corpo foi deixado.
O projétil que permaneceu alojado possibilitou a realização de exame balístico capaz de relacionar a arma apreendida ao dano causado. A trajetória dos tiros reforça a hipótese de execução por proximidade, prática comum em crimes cometidos em locais ermos, onde o agressor detém controle total sobre a vítima. A conclusão pericial aponta que a retirada da vítima do prédio teria sido estratégia para evitar barulho de tiros e vestígios que comprometessem o autor dentro do condomínio.



