Polícia

Operação Fake Family atinge grupo suspeito de aplicar golpe do falso familiar a partir de Goiânia

Ação conjunta entre polícias civis de Goiás e do Rio Grande do Sul mira esquema de estelionato digital com uso de aplicativos de mensagens e transferências via PIX


A partir do rastreamento de crimes cometidos à distância e da cooperação entre forças de segurança de diferentes estados, uma operação policial foi deflagrada em Goiânia para desarticular um grupo suspeito de aplicar o chamado golpe do falso familiar. Na manhã desta terça-feira, dia 10, a Operação Fake Family foi colocada em prática como parte da Operação Verão, com foco na repressão a crimes de estelionato praticados por meio de fraude eletrônica. A ofensiva contou com atuação da Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais, em apoio à Polícia Civil do Rio Grande do Sul, responsável pela investigação principal. As diligências são resultado de apuração conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos e pela Delegacia de Polícia de Arroio do Sal, no litoral gaúcho, com apoio operacional da Deic em Goiás. Em Goiânia, foram cumpridas quatro ordens de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Poder Judiciário do Rio Grande do Sul. De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens para se passar por familiares próximos das vítimas, simulando situações de urgência e necessidade imediata de ajuda financeira. A estratégia visava induzir as vítimas a realizar transferências bancárias via PIX, que, logo após o recebimento, eram rapidamente fragmentadas e movimentadas entre contas de terceiros, dificultando o rastreamento dos valores. O caso que deu origem à investigação teve como vítima um idoso de 71 anos, morador de Arroio do Sal, que sofreu prejuízo financeiro após acreditar que conversava com o próprio filho. O valor subtraído chegou a R$ 2.997, quantia obtida por meio da fraude eletrônica. Diante da natureza dos crimes patrimoniais praticados no ambiente digital, caracterizados pela repetição e pelo alcance em larga escala, a Polícia Civil trabalha com a hipótese de existência de outras vítimas, além de um prejuízo financeiro superior ao inicialmente identificado. As apurações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar o alcance do esquema. Até o momento, quatro pessoas foram presas, sendo três homens, de 20, 21 e 37 anos, e uma mulher, de 29 anos.

GED

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