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Lula quer levar Receita, PF e Justiça para reunião com Trump

Presidente defende cooperação estruturada entre Brasil e EUA contra narcotráfico e crime organizado

O combate ao crime organizado internacional será um dos principais temas da reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Neste domingo, dia 22, durante entrevista concedida em Nova Délhi, na Índia, Lula afirmou que pretende levar representantes da Receita Federal, da Polícia Federal, do Ministério da Justiça e do Ministério da Fazenda para estruturar uma cooperação mais ampla entre os dois países.

Segundo o presidente, a proposta é aprofundar ações conjuntas contra narcotráfico, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e organizações criminosas transnacionais. Lula declarou que já tratou do tema por telefone com Trump ao menos três vezes e que o Brasil encaminhou às autoridades norte-americanas documentos, fotografias e nomes de investigados envolvidos em crimes com possíveis conexões internacionais.

Ao comentar questionamentos sobre eventual repatriação de brasileiros investigados, o presidente foi enfático ao afirmar que a intenção do governo é garantir que pessoas suspeitas de cometer crimes no Brasil sejam entregues para responder à Justiça brasileira.

Durante a entrevista, Lula destacou que a reunião será conduzida de forma estruturada, com participação das áreas técnicas de ambos os governos. Ele mencionou que, do lado norte-americano, devem participar órgãos como FBI, CIA e Departamento de Justiça. Para o presidente, o crime organizado opera como uma “empresa multinacional altamente sofisticada”, com ramificações em diversos setores e países.

Além da pauta de segurança, Lula afirmou que o encontro com Trump também abordará temas econômicos, como minerais críticos e tarifas comerciais, mas ressaltou que a cooperação no enfrentamento ao crime é prioridade.

As declarações foram dadas ao fim de agenda oficial na Índia, onde Lula participou de reuniões bilaterais com líderes como Emmanuel Macron e Narendra Modi. Neste domingo, o presidente seguiu para Seul, na Coreia do Sul, onde cumpre novos compromissos diplomáticos antes de retornar ao Brasil no dia 24.

GED

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