Livro revela que Marília Mendonça evitou músicas próprias por medo de fofocas
Obra da jornalista Carol Prado destaca como a cantora optou por composições de terceiros para evitar especulações sobre sua vida pessoal.
A trajetória de Marília Mendonça, uma das cantoras mais queridas do Brasil, ganha novos contornos com a revelação feita no livro O Rastro da Rainha, da jornalista Carol Prado. De acordo com a obra, Marília optou por evitar lançar músicas de sua própria autoria após enfrentar uma série de fofocas envolvendo sua vida pessoal.
Após o lançamento do DVD Realidade em 2017, a artista decidiu reduzir o ritmo de suas composições. A decisão foi refletida em seu projeto Todos os Cantos, onde nenhuma das faixas leva sua assinatura como compositora. A motivação, segundo o livro, foi o rebuliço gerado pela canção Amante Não Tem Lar, que alimentou especulações sobre sua vida privada.
Decisão estratégica
Para evitar o desgaste causado pelas polêmicas, Marília Mendonça optou por terceirizar o discurso de seu repertório, priorizando obras de outros compositores. Embora continuasse criando, a cantora preferia manter suas novas composições arquivadas, temendo que fossem interpretadas como relatos pessoais.
Em entrevistas, Marília via um risco controlável, mas expor-se através da música poderia levar a interpretações equivocadas. Essa estratégia foi uma maneira de proteger sua vida pessoal das fofocas e do escrutínio público.
Lançamentos futuros
A obra O Rastro da Rainha, que será lançada oficialmente em 15 de novembro, também aborda a história de Marília a partir de dez canções marcantes de sua carreira. Além disso, a vida da cantora será tema de dois projetos audiovisuais na Amazon Prime Video: a série documental Marília Mendonça – Sentimento Louco e um filme biográfico de ficção chamado Marília.
Marília Mendonça faleceu tragicamente em 5 de novembro de 2021, aos 26 anos, em um acidente aéreo em Minas Gerais, junto com outras quatro pessoas, incluindo seu tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho.



