Ipês colorem Goiânia durante a seca com mais de 50 mil árvores
Com espécies nativas do Cerrado, ipês de Goiânia encantam moradores e ajudam na conservação ambiental.
Goiânia se transforma em um verdadeiro espetáculo de cores durante o período de seca, graças à florada dos ipês. A capital goiana conta com cerca de 50 mil exemplares dessas árvores, que pintam ruas, parques, praças e canteiros centrais com suas flores vibrantes de diferentes tonalidades.
Adaptação ao Cerrado
Originários do Cerrado, os ipês florescem justamente na época de seca, passando por um processo de estresse hídrico. De acordo com a bióloga Wanessa de Castro, da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), as árvores perdem suas folhas e florescem antes de espalhar suas sementes, como um mecanismo de sobrevivência.
Diversidade de cores
Entre as variedades de ipês encontradas na cidade estão as de cor amarela, branca, roxa e verde. Cada subespécie possui características próprias, como o ipê-tabaco, uma variedade menor indicada para calçadas. Já o ipê-rosa de El Salvador, que não se adapta bem ao clima seco do Cerrado, teve seu plantio desaconselhado pela Amma.
História e conservação
Os ipês também fazem parte da história de Goiânia. Um dos exemplares mais antigos, com cerca de 90 anos, está localizado no estacionamento de um supermercado na Região Central. Além de embelezar a cidade, essas árvores são fundamentais para a conservação do bioma Cerrado, servindo de alimento para agentes polinizadores e aves.



