Influenciadora rompe silêncio, relata agressão em elevador e diz que imagens desmontam versão de empresário em Goiânia
Após ter acesso a vídeos de segurança, jovem afirma que quase perdeu a vida e decide tornar público episódio de violência ocorrido em prédio residencial da capital
Imagens que permaneceram inacessíveis por meses mudaram o rumo de uma história marcada pelo medo e pelo silêncio. Ao ter acesso às gravações das câmeras de segurança de um edifício em Goiânia, a influenciadora Nayara da Conceição Brito, de 23 anos, decidiu tornar pública a agressão que sofreu do então namorado, o empresário Alcides Bortoli Antunes, em fevereiro de 2025. Segundo ela, os registros visuais contradizem a versão apresentada por ele às autoridades e evidenciam a gravidade da violência. “Quase perdi a vida”, afirmou.
A jovem relatou que levou meses para reunir forças e tornar o caso público. O receio de represálias e o impacto emocional do episódio pesaram na decisão de permanecer em silêncio. Ainda assim, ao assistir às imagens, Nayara afirma ter entendido que não poderia continuar calada. Para ela, falar é uma forma de buscar justiça e de encorajar outras mulheres a romperem ciclos de violência que, segundo descreve, acabam sendo naturalizados.

O relacionamento entre os dois durou cerca de quatro meses. Nayara morava em Águas Lindas de Goiás, enquanto o empresário residia em Goiânia. Conforme o relato da influenciadora, no dia do episódio ela foi até o apartamento do então companheiro para esclarecer uma suposta traição. A conversa evoluiu rapidamente para uma discussão e, em seguida, para agressões físicas.
De acordo com Nayara, ela tentou deixar o local e pedir ajuda, mas foi puxada à força em direção ao elevador. Dentro do equipamento, teria sido imobilizada e estrangulada até perder a consciência. As imagens mostram o momento em que a jovem desmaia e, posteriormente, é arrastada desacordada pelo corredor do prédio.
No dia seguinte ao ocorrido, a influenciadora procurou atendimento jurídico, registrou ocorrência na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e realizou exame de corpo de delito. O acesso às imagens, porém, só foi liberado quase um ano depois, o que, segundo ela, atrasou a possibilidade de contestar oficialmente a versão apresentada pelo empresário à polícia.
Ao tornar o caso público, Nayara afirma que busca não apenas justiça pessoal, mas também reforçar a necessidade de enfrentamento da violência contra a mulher, que segue produzindo vítimas em Goiás e no país.



