Indústria inicia 2026 com maioria dos setores pessimista em relação à economia, aponta CNI

A confiança da indústria brasileira segue fragilizada no início de 2026, com a maior parte dos segmentos avaliando o cenário econômico de forma negativa. Levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria mostra que, entre 29 segmentos industriais pesquisados, 20 estão pessimistas, enquanto apenas nove demonstram otimismo, segundo os Resultados Setoriais do Índice de Confiança do Empresário Industrial.
O recorte regional revela comportamentos distintos. O Nordeste permanece como a única região a registrar confiança ao longo de 2025 e iniciou 2026 com a maior alta do indicador, alcançando 55,1 pontos. No Centro-Oeste, o índice também avançou e chegou a 51,4 pontos. Nas demais regiões, o pessimismo ainda predomina. O Sul continua com o quadro mais negativo, com 46,4 pontos, enquanto o Sudeste atingiu 47,3 pontos. No Norte, a confiança recuou levemente na virada do ano.
Segundo a CNI, a deterioração do indicador está associada à desaceleração da economia, à forte entrada de produtos importados e aos efeitos dos juros elevados sobre o setor produtivo. O cenário afeta empresas de todos os portes, já que pequenas, médias e grandes indústrias permanecem abaixo dos 50 pontos, patamar que indica falta de confiança.
Entre os setores mais pessimistas estão metalurgia, couros e artefatos de couro, celulose e papel, além de vestuário. Já os mais confiantes incluem impressão e reprodução, higiene pessoal, farmacêuticos e extração mineral.



