Economia & Negócios

Goiânia inicia 2026 com a segunda menor inflação entre as capitais brasileiras

Índice apurado pelo IBGE fica abaixo da média nacional, com destaque para queda no preço da energia elétrica e alívio no custo de serviços


Um início de ano marcado por desaceleração nos preços colocou Goiânia entre as capitais com melhor desempenho inflacionário do país. Em janeiro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo registrou alta de 0,22% na capital goiana, o segundo menor resultado entre as localidades pesquisadas, ficando atrás apenas de Belém, que marcou 0,16%. O índice ficou também abaixo da média nacional, que foi de 0,33% no período. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, dia 10, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação em Goiânia chegou a 4,38%. O principal fator de alívio no orçamento das famílias foi a queda no grupo Habitação, que recuou 0,57% e teve a maior contribuição para a desaceleração do índice geral. O resultado foi fortemente influenciado pela redução de 5,12% no preço da energia elétrica residencial, que caiu pelo segundo mês consecutivo, embora ainda acumule alta expressiva de 40,49% em 12 meses. Outro grupo que ajudou a conter a inflação foi o de Transportes, que teve alta moderada de 0,33%. Dentro desse grupo, chamaram atenção as quedas no transporte por aplicativo, com recuo de 13,75%, e nas passagens aéreas, que ficaram 10,02% mais baratas em janeiro. Apesar disso, os combustíveis voltaram a pressionar os preços, com aumento médio de 0,97%, puxado principalmente pelo etanol, que subiu 3,34%, enquanto a gasolina teve alta de 0,51%. Entre os grupos que mais impulsionaram a inflação do mês na capital estão Saúde e cuidados pessoais, com avanço de 0,87%, influenciado sobretudo pelo aumento de 4,51% no preço de perfumes, e o próprio grupo de Transportes. Na Habitação, mesmo com o recuo geral, o aluguel residencial destoou ao registrar alta de 2,21%, bem superior ao resultado de janeiro do ano passado, e passou a acumular elevação de 8,95% em 12 meses, sendo um dos subitens de maior impacto no índice geral. O grupo de Alimentação e bebidas também exerceu pressão, com alta de 0,34%, impulsionada principalmente pelo tomate, que subiu 17,66% e apresentou o maior aumento desde março do ano passado, além das carnes, que tiveram elevação de 1,33% pelo terceiro mês consecutivo. Em sentido oposto, itens como frango em pedaços, arroz, pão francês, ovo de galinha e leite longa vida registraram quedas e ajudaram a conter o avanço da inflação em Goiânia no início de 2026.

GED

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