Polícia

Filho mata a própria mãe no DF e afirma ter sonhado com o crime antes do assassinato

Jovem de 23 anos foi preso em flagrante no Guará II e disse à polícia que não sentiu culpa ou remorso após o ataque

Um crime de extrema violência dentro de um apartamento no Distrito Federal chocou moradores do Guará II e revelou detalhes perturbadores durante o interrogatório do autor. A morte de Maria Elenice de Queiroz, de 61 anos, ocorreu na noite da última terça, dia 20, e teve como autor o próprio filho, Vinícius de Queiroz Nogueira Dourado, de 23 anos, preso em flagrante.

Durante depoimento prestado à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), o jovem afirmou que já havia sonhado com a cena do crime antes de cometê-lo. Segundo ele, o ataque foi resultado de um impulso e de conflitos internos provocados por diferenças de personalidade entre mãe e filho. Vinícius relatou que não foi a primeira vez que sentiu vontade de agredi-la, mas que, em situações anteriores, conseguiu se conter, direcionando a raiva para objetos ou entrando em estado depressivo.

De acordo com as investigações, não houve discussão prévia na noite do crime. O jovem teria entrado repentinamente no quarto da mãe e desferido um golpe de faca no pescoço da vítima. Maria Elenice não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Uma tia do autor, de 80 anos, que também estava no apartamento, presenciou o assassinato e ficou em estado de choque.

Após o ataque, Vinícius permaneceu sentado no sofá do imóvel até a chegada da Polícia Militar, demonstrando frieza e ausência de reação emocional. Policiais do 4º BPM realizaram a prisão em flagrante, e a perícia foi acionada para os procedimentos no local. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

O velório ocorreu na última quinta, dia 22, no Cemitério Campo da Esperança, sob forte comoção de familiares e amigos. O crime teve grande repercussão na região onde a vítima morava, na QE 40, Rua 10, no Polo de Modas do Guará II.

Em audiência de custódia realizada na última quarta, dia 21, a prisão foi convertida em preventiva. À polícia, o jovem voltou a afirmar que agiu por impulso e reiterou não ter sentido culpa ou remorso. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal como feminicídio.

GED

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