Política

Fachin suspende afastamento de Andrei Rodrigues da PF e retira inquérito de Moraes

Decisão de Fachin busca resolver conflitos internos no STF e convoca plenário para analisar relatório sobre mensagens de Vorcaro.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, tomou uma série de decisões nesta quarta-feira (9) que impactam diretamente a estrutura interna da Corte. Em meio a uma crise institucional, Fachin suspendeu a decisão do ministro André Mendonça que afastava Andrei Rodrigues da direção-geral da Polícia Federal (PF) e também retirou de Alexandre de Moraes o inquérito das ‘fake news’.

Fachin marcou para a próxima terça-feira (15) uma sessão plenária para análise do relatório da PF sobre mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master, a Moraes. O documento, tornado público por Mendonça, gerou tensões ao expor supostas irregularidades na atuação do diretor-geral da PF.

Conflitos internos

As decisões de Fachin ocorrem em um cenário de conflitos internos no STF, com decisões sendo contestadas e anuladas entre ministros. A Advocacia-Geral da União (AGU) havia solicitado uma intervenção para resolver o impasse. Fachin destacou a necessidade de manter a ordem pública e administrativa, suspendendo tanto a decisão de Mendonça quanto a liminar de Flávio Dino que restituía Andrei ao cargo.

Além disso, Fachin determinou que Andrei Rodrigues preste informações à Corte em até 48 horas, enquanto o diretor de inteligência da PF, Leandro Alamada da Costa, também reassume suas funções. O presidente do STF enfatizou a importância de evitar conflitos processuais que possam prejudicar a integridade do Tribunal.

Reuniões e próximos passos

Fachin reuniu-se com os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Flávio Dino antes de tomar suas decisões, buscando reduzir o protagonismo individual e preservar o funcionamento harmônico do STF. A suspensão do inquérito das ‘fake news’ de Moraes, que estava sob sua relatoria desde 2019, é uma tentativa de centralizar as investigações na Presidência da Corte.

Com a crise ainda em curso, a decisão de Fachin é vista como um movimento para estancar os conflitos e preparar o terreno para uma análise mais aprofundada dos casos envolvendo membros da Corte. O plenário do STF terá a oportunidade de deliberar sobre o relatório da PF e as implicações das mensagens de Vorcaro na próxima semana.

GED

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