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EUA atacam usina nuclear em construção no Irã, e Teerã busca condenação da ONU

Ataques dos EUA atingiram locais estratégicos no Irã, incluindo a usina nuclear de Darkhovin, em construção, e outras áreas em Bushehr. Teerã pede ação da ONU.

Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos contra a usina nuclear de Darkhovin, que está em fase de construção no sudoeste do Irã. Além da instalação nuclear, os bombardeios atingiram vários locais na cidade portuária de Bushehr, onde se localiza a única usina nuclear civil do país. A mídia estatal iraniana confirmou os ataques.

Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, pediu que o Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e seu Diretor-Geral condenem a ação dos EUA. Baghaei destacou a gravidade do que chamou de “crime dos EUA” durante uma coletiva de imprensa em Teerã.

Nona noite de ofensivas

O Comando Central dos EUA (Centcom) informou que os ataques fazem parte da nona noite consecutiva de ofensivas contra o Irã. De acordo com os militares americanos, os alvos incluíram centros de comando, sistemas de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones, além de redes de comunicação. A operação visou reduzir a capacidade iraniana de ameaçar embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Reação iraniana e contexto regional

O porta-voz iraniano reforçou que o país não permitirá que o Estreito de Ormuz seja usado para ameaçar sua segurança. “Estamos determinados a tomar as medidas necessárias para salvaguardar nossa soberania”, afirmou Baghaei.

A escalada de tensão ocorre após a morte de três militares dos EUA em incidentes no Oriente Médio, o que gerou reações de ambos os lados. O presidente dos EUA, Donald Trump, lamentou as mortes. Enquanto isso, o líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei, apelou à unidade nacional em face das agressões.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, declarou que o país está em uma “guerra em grande escala” com os Estados Unidos, pedindo realismo quanto às consequências dessa resistência.

Fontes diplomáticas indicam que mediadores estão propondo um cessar-fogo de 10 dias entre os dois países para tentar reativar um acordo recente.

GED

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