Entre urnas, crises e expectativas, o mundo entra em um ano decisivo

Eleições em diferentes continentes e temas globais sensíveis devem moldar o cenário político internacional ao longo de 2026
Muito além das disputas eleitorais no Brasil, 2026 será um ano de atenção redobrada para a política internacional. Em diferentes regiões do planeta, países se preparam para ir às urnas em meio a cenários marcados por instabilidade, polarização e incertezas econômicas e geopolíticas, criando um ambiente global de expectativas cautelosas.
Na América do Sul, o calendário eleitoral promete ser intenso. O Peru realiza eleições em abril, após um longo período de turbulência institucional, com sucessivas trocas de presidentes e crises entre os poderes. A votação é vista como uma tentativa de restaurar alguma previsibilidade política em um país que viveu anos de instabilidade.
A Bolívia também entra no ciclo eleitoral em um contexto de disputas internas que podem redefinir o equilíbrio de forças políticas. O processo é acompanhado de perto por países vizinhos, diante do peso regional que a reorganização do poder boliviano pode representar.
Já a Colômbia terá um dos anos mais movimentados do continente. Em março, os colombianos escolhem um novo Congresso, e, em maio, voltam às urnas para decidir o próximo presidente da República. O duplo processo eleitoral ocorre em um momento sensível, marcado por debates sobre segurança, economia e o futuro das reformas em curso.
No Oriente Médio, Israel também se prepara para eleições previstas até novembro. Mesmo aos 76 anos, Benjamin Netanyahu sinaliza intenção de disputar novamente o comando do país, apesar da queda de popularidade, especialmente entre eleitores mais jovens, e das tensões políticas e sociais acumuladas nos últimos anos.
Nos Estados Unidos, novembro será marcado pelas eleições de meio de mandato, que renovam toda a Câmara dos Representantes e parte do Senado. O pleito funcionará, na prática, como um termômetro da aprovação do presidente Donald Trump e poderá influenciar diretamente a governabilidade nos dois anos seguintes.
Além das urnas, o cenário internacional seguirá atento a temas que continuam no centro do debate global, como o desenrolar da guerra na Ucrânia, as tensões no Oriente Médio e em Taiwan, as negociações econômicas entre Estados Unidos e China e até os avanços no setor espacial, com a possibilidade de novas missões tripuladas à Lua. Um ano decisivo, em que política e geopolítica caminham lado a lado.



