Entenda o conflito envolvendo filhos de Bolsonaro, Nikolas e Michelle

Declarações de Eduardo Bolsonaro sobre apoio à pré-candidatura de Flávio ampliaram tensão pública no PL
Um atrito público envolvendo aliados e familiares do ex-presidente Jair Bolsonaro ganhou força nos últimos dias após declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
Na última semana, ele afirmou que o deputado Nikolas Ferreira e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro não estariam oferecendo apoio suficiente à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro para 2026.
Segundo Eduardo, aliados que cresceram politicamente sob a influência de Jair Bolsonaro deveriam se dedicar mais ativamente à campanha de Flávio. Ele também sugeriu que Nikolas e Michelle estariam alinhados politicamente e criticou a ausência de manifestações públicas da ex-primeira-dama em favor do senador.
Resposta de Nikolas
Nikolas rebateu as críticas e afirmou que não sofre de “amnésia”, como insinuado por Eduardo. Em declaração à imprensa, disse lembrar bem dos ataques que já enfrentou ao longo da trajetória política e sugeriu que o ex-deputado “não está bem”.
O histórico de atritos entre os dois não é recente. No ano passado, Eduardo já havia criticado Nikolas por interações com influenciadores que fazem oposição a seu pai.
“Bananinha” e indiretas nas redes
Após as declarações, Michelle publicou nas redes sociais um vídeo preparando banana frita para levar ao marido, que cumpre pena no Complexo da Papuda. A postagem foi interpretada por apoiadores como uma possível indireta a Eduardo, conhecido pelo apelido “bananinha”.
O ex-deputado, por sua vez, compartilhou publicação nas redes defendendo que ele e Flávio estariam “trabalhando duro” pelo país.
Rumores de racha e cenário eleitoral
A tensão ocorre em meio à definição do nome que representará o grupo político de Bolsonaro nas eleições de 2026, já que o ex-presidente está inelegível.
Flávio anunciou pré-candidatura com respaldo do pai, mas Michelle não manifestou apoio público direto. Ela chegou a compartilhar conteúdo do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o que intensificou especulações sobre divergências internas.
Apesar disso, Flávio negou crise e afirmou que eventuais ruídos já teriam sido superados.



