Em sabatina, Daniel Vilela defende tecnologia e inteligência no combate ao crime

Em sabatina, Daniel Vilela defende tecnologia e inteligência no combate ao crime
Governador e candidato à reeleição coloca inteligência artificial entre as estratégias para ampliar a atuação policial e diz que combate às facções continuará como prioridade.
O governador de Goiás e candidato à reeleição, Daniel Vilela (MDB), defendeu a ampliação do uso de inteligência artificial, videomonitoramento e inteligência policial como parte da estratégia de enfrentamento à criminalidade no Estado.
Durante sabatina realizada nesta segunda-feira (10), em Goiânia, ele afirmou que pretende manter o investimento em tecnologia para aumentar a capacidade operacional das forças de segurança e combater a atuação de facções criminosas.
Uma das ferramentas citadas pelo governador é o programa IA Contra o Crime, lançado em janeiro deste ano. O sistema utiliza dados captados por câmeras e informações registradas pelas forças policiais para auxiliar na identificação de pessoas e veículos relacionados a ocorrências.
A plataforma permite cruzamento de dados e envio de informações às equipes responsáveis pelo atendimento e investigação dos casos. Daniel argumentou que a tecnologia também pode reduzir o tempo gasto pelos policiais com determinadas etapas de análise e direcionar parte do efetivo para atividades operacionais.
Na sabatina, disse considerar necessário ampliar os investimentos na área para acompanhar a mudança na forma de atuação das organizações criminosas. Ao falar sobre facções, o governador afirmou que Goiás não possui áreas territoriais sob domínio desses grupos.
“Hoje Goiás não tem um palmo controlado por facções”, declarou. A afirmação foi acompanhada da defesa de ações permanentes para evitar a expansão das organizações criminosas e o recrutamento de jovens.
Daniel também apresentou indicadores de segurança referentes à comparação entre o primeiro semestre de 2018 e igual período de 2026. Segundo os números citados por ele, os homicídios registraram redução de 65% e os latrocínios, de 83%.
Os roubos de veículos teriam diminuído 97%; os roubos a transeuntes, 94%; os roubos a residências, 88%; e os roubos em propriedades rurais, 90%. Na avaliação apresentada pelo candidato, a redução dos indicadores está relacionada à integração das forças de segurança, aos investimentos e ao uso de inteligência policial.
Daniel afirmou ainda que o combate ao crime organizado exigirá atuação contínua do poder público diante da capacidade financeira e operacional alcançada pelas facções. Outro ponto discutido foi o efetivo policial. Daniel reconheceu a necessidade de reposição periódica dos quadros das corporações diante de aposentadorias e desligamentos.
Ele citou a posse recente de cerca de 1,5 mil policiais e afirmou que novos concursos precisam levar em consideração os limites fiscais e o impacto permanente das contratações sobre a folha de pagamento do Estado.
A questão fiscal também foi abordada na sabatina. Daniel declarou que Goiás mantém cerca de R$ 9 bilhões em disponibilidade de caixa e defendeu que a capacidade financeira seja usada para sustentar investimentos públicos sem comprometer despesas permanentes.
Segurança, saúde, educação e infraestrutura foram citadas entre as áreas contempladas pelos recursos. Questionado sobre a adoção de câmeras corporais nos uniformes das forças policiais, Daniel se posicionou contra a medida.
Ele defendeu que eventuais desvios de conduta sejam apurados pelas corregedorias e tratados de forma individual, argumentando que o uso generalizado dos equipamentos poderia interferir na atuação dos agentes em situações que exigem decisões rápidas.
A combinação entre efetivo, integração das forças e ferramentas tecnológicas foi apresentada pelo governador como base para a continuidade da política de segurança. Na área de tecnologia, o programa IA Contra o Crime deverá permanecer como uma das principais ferramentas de monitoramento e cruzamento de informações usadas pelo Estado no enfrentamento às organizações criminosas.



