Deolane Bezerra é ré em caso de lavagem de dinheiro do PCC
Justiça de São Paulo aceita denúncia contra Deolane Bezerra, Marcola e outros por suposta lavagem de dinheiro para o PCC.
A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra tornou-se ré em um processo por suposta lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), após a Justiça de São Paulo aceitar a denúncia. Com isso, Deolane passa a responder formalmente ao processo e tem um prazo de dez dias para apresentar sua defesa. Atualmente, ela está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Outros envolvidos
Marcos Willian Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como o principal líder da facção criminosa, também foi denunciado, assim como seu irmão, Alejandro Herbas Camacho Júnior, e Everton de Souza, considerado o operador financeiro do esquema. A decisão foi tomada pela 3ª Vara de Presidente Venceslau.
Operação Vérnix
O caso é um desdobramento da Operação Vérnix, que investigou uma transportadora de fachada supostamente usada para lavar dinheiro do PCC. Além de Deolane e Everton de Souza, Leonardo Alexsander Ribeiro e Paloma Sanches, sobrinhos de Marcola, foram denunciados, mas permanecem foragidos. A defesa de Deolane alega que ela não faz parte de nenhuma organização criminosa e que sua inocência será provada no decorrer do processo.
Defesa e alegações
O advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola e outros réus, afirmou que demonstrará a fragilidade das acusações, destacando que seus clientes já estão presos sob severas restrições, impossibilitando qualquer envolvimento nos crimes investigados. Ele também garantiu que serão apresentadas provas sobre a legalidade das operações financeiras em questão.
Relação com a família de Marcola
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, responsável pela denúncia, destacou uma relação direta entre Deolane e a família de Marcola, mencionando um aumento patrimonial suspeito de R$ 140 milhões entre 2020 e 2022. Gakiya afirmou que Deolane teria utilizado suas contas para a lavagem de dinheiro, o que a influenciadora nega.
Choro em audiência
Após sua prisão, Deolane chorou durante a audiência de custódia, alegando que foi detida enquanto exercia sua função de advogada. Ela relatou que o caso remonta a 2019 e 2020 e que o valor sob investigação, R$ 24 mil, foi depositado em sua conta por um cliente, sem revelar sua identidade.



