ESPORTE

Caça às bruxas virou normalidade no futebol brasileiro, diz Ronaldo

Para o ex-jogador, "o futebol não mudou; quando ganha, todo mundo é bonito, é bom, é tudo; quando perde, ninguém presta"

ex-jogador Ronaldo Nazário, 41, criticou o que vê como uma “caça às bruxas” permanente na cobertura jornalística de futebol no Brasil e não quis responder sobre a possibilidade de comprar o clube espanhol Real Valladolid por 30 milhões de euros (R$ 146,1 milhões), como publicado pela imprensa espanhola nos últimos dias.

“Infelizmente, isso [a suposta caça as bruxas] no Brasil virou uma normalidade. O esporte é muito mais simples. Nele, se ganha e se perde. Tem que saber conviver com essas duas situações”, disse ele, depois de um evento em que foi apresentado como garoto-propaganda de um banco espanhol para a Liga dos Campeões.

Para o ex-jogador, “o futebol não mudou; quando ganha, todo mundo é bonito, é bom, é tudo; quando perde, ninguém presta”. O problema, prossegue Ronaldo, é que, “na mídia brasileira, a gente está indo por um caminho muito ruim quando fala de futebol”.

“Cada vez mais, entra-se em opiniões pessoais, em coisas que não importam. Gostaria que o futebol fosse falado muito mais tecnicamente do que superficialmente. As pessoas hoje falam com nenhuma ou quase nenhuma responsabilidade [sobre o esporte]. O futebol exige um cuidado maior, mexe com a emoção. A gente deveria fazer um mea-culpa.”

As críticas ao jogo de cena de Neymar na Copa da Rússia foram então injustas? “Não sou juiz de críticas”, desconversa. Mas é comentarista contratado, lembra a reportagem.

“Sou comentarista do jogo, e da Globo, não para vocês [os quatro jornalistas lusófonos que o entrevistavam]. Vocês ouviram meus comentários e podem ter a resposta que precisam.”

Segundo Ronaldo, “Copa do Mundo é mais difícil porque uma série de coisas têm que dar certo para se conquistar o título. Não só você estar bem, mas todos os seus companheiros estarem 100%, sem lesão, e a motivação de cada um ser a mesma”.

O ex-jogador também buscou contemporizar o mau desempenho do atacante Gabriel Jesus na Rússia -o atleta, que tem a carreira gerenciada por uma empresa de Ronaldo, não marcou nenhuma vez.

“Não diria o Gabriel, mas acho que a seleção foi com uma expectativa muito alta [para a Copa]. Ninguém rendeu o que se esperava.”

Jesus não está na lista de convocados por Tite para os amistosos com EUA e El Salvador, em setembro -Ronaldo afirmou ainda não ter visto a relação de nomes. Com informações da Folhapress. 

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