
Caso envolvendo animal silvestre reacende atenção para prevenção em cães e gatos na capital
A identificação de um morcego infectado pelo vírus da raiva em Goiânia levou a Secretaria Municipal de Saúde a emitir um alerta epidemiológico à população, com foco na prevenção da doença e na atualização da vacinação antirrábica de cães e gatos. O animal foi encontrado morto no Setor Colônia Santa Marta e, segundo a pasta, não houve registro de contato com pessoas ou animais domésticos.
Mesmo sem evidência de transmissão direta, a confirmação do vírus em um animal silvestre acende o sinal de atenção das autoridades sanitárias. A raiva é uma doença viral grave, que provoca encefalite aguda e apresenta letalidade próxima de 100% após o surgimento dos sintomas. A transmissão ocorre principalmente por mordidas, arranhões ou lambeduras de animais infectados.
Dados recentes reforçam a gravidade do cenário. Em 2025, o Brasil confirmou três casos de raiva humana, todos com evolução para óbito. Diante desse histórico, a Secretaria Municipal de Saúde orienta que a população verifique se a vacinação dos animais de estimação está em dia, já que a imunização continua sendo a principal forma de proteção.
A SMS também alerta para cuidados ao encontrar animais silvestres, como morcegos e macacos, no chão. Esses animais não costumam permanecer nessa condição e podem estar debilitados ou doentes. A orientação é não se aproximar, não tocar e isolar o local, cobrindo o animal com um balde ou caixa, até a chegada das equipes especializadas.
Em casos de acidentes envolvendo animais domésticos ou silvestres, especialmente morcegos, a recomendação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e possível início da profilaxia contra a raiva.
Para ampliar o acesso à prevenção, a Prefeitura mantém a vacinação antirrábica gratuita em diversos pontos da cidade, com atendimento regular durante a semana. As unidades incluem o Centro de Zoonoses, distritos sanitários, a UPAVet e o Hospital Veterinário da UFG, garantindo cobertura em todas as regiões da capital.
A Secretaria reforça que, embora a maioria dos morcegos seja frugívora e não ataque seres humanos, eles podem transmitir o vírus a animais domésticos, tornando essencial a vacinação periódica e a atenção da população a situações de risco.



