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Ações da Petrobras despencam mais de 10% após queda no lucro e decisão sobre dividendos

Da Redação
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As ações da Petrobras enfrentam uma forte queda nesta sexta-feira (8), registrando um recuo de mais de 10% após a estatal divulgar uma significativa queda em seu lucro de 2023 e decidir não pagar dividendos extraordinários, deixando investidores frustrados.
Por volta das 12h15, as ações preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras apresentavam uma queda de 10,79%, enquanto as ações ordinárias (com direito a voto) recuavam 11,75%. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também registrava um declínio de 1,05%.
Caso essas quedas sejam confirmadas no fechamento do mercado, representarão os piores desempenhos percentuais em um único dia desde fevereiro de 2021. No momento mais crítico, as ações preferenciais caíram 13,1%, enquanto as ordinárias recuaram 14%, resultando em uma perda de impressionantes R$ 72,7 bilhões em valor de mercado.
Em situações de oscilações abruptas como essa, os papéis da Petrobras são submetidos a leilões separados do Ibovespa para evitar distorções no índice.
No mercado internacional, os ADRs (recibos de ações brasileiras negociadas nos EUA) da Petrobras também sofriam uma queda expressiva, superando os 13%.
A Petrobras anunciou na noite de quinta-feira (7) que encerrou o ano de 2023 com um lucro líquido de R$ 124,6 bilhões. Esse resultado, o primeiro sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representou uma queda de 33,8% em relação aos R$ 188,3 bilhões registrados em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL).
Em 2022, o lucro da estatal foi o maior já registrado por uma empresa brasileira, enquanto em 2021 já havia sido o maior da história da petroleira.
Além disso, a companhia comunicou que o conselho de administração recomendou a distribuição de dividendos equivalentes a R$ 14,2 bilhões remanescentes do quarto trimestre de 2023, sem considerar dividendos extraordinários. O valor será submetido à avaliação da AGO (Assembleia-Geral Ordinária), prevista para 25 de abril de 2024.
Essa decisão ocorre após declarações recentes do presidente da estatal, Jean Paul Prates, sobre os planos da Petrobras de adotar uma postura mais cautelosa em relação à distribuição de remuneração aos acionistas, tendo como contexto os planos de transição energética da companhia.

GED

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