Eleições legislativas nos EUA podem definir futuro político de Trump
Com desgaste político e guerra no Irã, democratas tentam retomar controle do Congresso em meio a queda de popularidade de Trump.
Os eleitores dos Estados Unidos vão às urnas nesta terça-feira (3/11) para escolher os novos integrantes do Congresso. Esta eleição legislativa é vista como um teste crucial para o segundo mandato do presidente Donald Trump, em um cenário de desgaste político devido à queda na aprovação presidencial, à guerra prolongada no Irã e ao aumento do custo de vida.
Desafios para Trump e o Partido Republicano
Com a maioria republicana ameaçada tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado, os democratas vislumbram uma oportunidade de recuperar espaço em Washington e limitar a capacidade de atuação de Trump nos próximos dois anos. Na véspera das eleições, uma pesquisa Reuters/Ipsos indicou que a aprovação de Trump permanece em 32%, um dos índices mais baixos de sua presidência.
A pesquisa também mostrou que 46% dos entrevistados preferem candidatos democratas para o Congresso, enquanto 38% optam pelos republicanos. Entre os eleitores independentes, metade afirmou que pretende votar contra Trump. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais.
Impactos de uma possível vitória democrata
Se os democratas conseguirem o controle de pelo menos uma das Casas do Congresso, isso representará uma mudança significativa na dinâmica entre o Legislativo e a Casa Branca. A oposição passaria a comandar comissões parlamentares, podendo convocar integrantes do governo e abrir investigações sobre a administração Trump.
No Senado, uma mudança de maioria permitiria dificultar a confirmação de indicações presidenciais para cargos importantes, além de influenciar nas articulações para a eleição presidencial de 2028. Embora Trump não possa concorrer novamente, o resultado pode afetar a agenda política do Partido Republicano.
Questões econômicas e políticas externas em destaque
A economia é uma das principais preocupações dos eleitores, com a alta nos preços de combustíveis, alimentos e moradia. A guerra no Irã também pressiona o custo de vida e gera críticas à política externa de Trump. Além disso, a regulamentação da inteligência artificial tem ganhado espaço no debate eleitoral.
Na véspera da votação, Trump intensificou seus esforços para mobilizar eleitores, classificando o pleito como o mais importante de suas vidas e atacando os democratas como extremistas. Ele defendeu seu governo, destacando o desempenho econômico e pedindo que seus apoiadores votem como se ele próprio estivesse na disputa.



