Cidades

Turista se surpreende com cachoeira seca em Pirenópolis

Diully Mércia dos Santos encontrou a Cachoeira dos Dragões sem água, situação atribuída à estiagem e à degradação ambiental.

A turista Diully Mércia dos Santos, de Aparecida de Goiânia, teve uma surpresa desagradável ao visitar a Cachoeira dos Dragões, em Pirenópolis, no dia 16 de agosto. Ao chegar ao local, que havia visitado pela primeira vez, ela encontrou duas das oito quedas d’água do complexo totalmente secas. A situação foi atribuída ao período de estiagem e à degradação ambiental na região.

Impacto ambiental

O guia de turismo Mauro Henrique, com quase 30 anos de experiência em Pirenópolis, explicou que o complexo das cachoeiras está localizado em uma região alta, de nascente, o que contribui para que quatro das oito quedas d’água sequem ou percam volume durante a seca.

Luiz Triers, turismólogo e ex-gerente da Cachoeira dos Dragões, relatou que a redução das matas ciliares e da vegetação natural tem impactado os microclimas locais, afetando diretamente a dinâmica dos rios da região. Segundo um caseiro local, as secas temporárias começaram a ser notadas a partir dos anos 2000.

Reflexão e conscientização

Diully, que estava em sua primeira experiência em trilhas e cachoeiras, afirmou ter ficado surpresa e triste com a situação das quedas d’água. A visita se tornou uma oportunidade de reflexão sobre as questões ambientais que afetam a região.

As imagens registradas pela turista mostram o contraste entre a cachoeira cheia em fevereiro e a mesma completamente seca em agosto, evidenciando a gravidade da situação.

GED

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