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Setores de agroluxo impulsionam mercado de luxo em Goiás

Com o agronegócio como motor, Goiás se destaca em segmentos de luxo como imobiliário, grifes e aviação executiva.

O mercado de luxo em Goiás está em plena expansão, impulsionado pela força do agronegócio. Setores como o imobiliário de alto padrão, grifes internacionais e aviação executiva são os principais motores do chamado ‘agroluxo’ no estado. Segundo a economista Adriana de Sousa, o agronegócio é um dos pilares da economia goiana, empregando cerca de 1,5 milhão de pessoas no segundo trimestre de 2025, o que tem impacto direto no consumo de alto padrão.

Retenção de gastos no estado

Adriana destaca que o comportamento de consumo dos goianos de alta renda mudou. Antes, era comum que esses consumidores buscassem produtos de luxo em capitais como São Paulo e Brasília. Agora, Goiânia oferece uma variedade de opções locais, incluindo imóveis de altíssimo padrão, concessionárias premium e grifes internacionais como Rolex e Cartier.

Polo de grandes marcas

A empresária Georgia Adriano Batista, influente no meio agro, explica que a capital goiana se consolidou como um dos principais polos de luxo do Brasil. A cidade já conta com coleções exclusivas sob encomenda e representantes oficiais de marcas de prestígio, além de um mercado crescente de luxo masculino.

Movimentação milionária

O leilão JBJ Ranch & Família Quartista Weekend, realizado em Nazário, exemplifica o poder de compra local, movimentando R$ 257 milhões em vendas de cavalos Quarto de Milha e embriões. Um dos destaques foi o cavalo Inferno Sixty Six, avaliado em R$ 88 milhões após ter metade de sua cota comercializada.

Experiência e atendimento personalizado

Sirlene, gerente da Louis Vuitton em Goiânia, afirma que o cliente atual valoriza a qualidade de vida e o atendimento personalizado mais do que a ostentação. O agronegócio é fundamental para atrair marcas globais para a capital, transformando Goiânia em um hub de luxo regional.

Mercado imobiliário em alta

Somente o mercado imobiliário de Goiânia atinge cerca de R$ 8 bilhões em vendas anuais, com o Setor Marista alcançando valores de até R$ 13.336 por metro quadrado. O presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, explica que a valorização dos imóveis é influenciada pelo aumento dos custos de produção e pela crescente demanda.

GED

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