Participação política dos cristãos é necessária para preservar direitos, diz Gustavo Mendanha

Durante participação no programa Tempo de Decisão, da Fox TV Brasil, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia abordou a relação entre igreja e política, defendeu a liberdade religiosa, a participação dos cristãos na vida pública e destacou que princípios de fé podem caminhar ao lado da responsabilidade institucional
Liberdade religiosa, defesa da família, participação política e responsabilidade pública marcaram a entrevista concedida por Gustavo Mendanha ao programa Tempo de Decisão, da Fox TV Brasil. Ao longo da conversa com o pastor Epaminondas Filho, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia apresentou sua visão sobre o papel dos cristãos na sociedade, defendeu a presença de pessoas de fé nos espaços de decisão e argumentou que princípios religiosos podem coexistir com o respeito às instituições e à diversidade de pensamentos.
Sem direcionar a discussão para disputas partidárias, Mendanha concentrou suas respostas na importância da participação cidadã. Para ele, decisões tomadas nos parlamentos, nos tribunais e em outros órgãos públicos influenciam diretamente a vida da população e, por isso, não devem ser encaradas como um tema distante das comunidades religiosas.
Ao abordar o tema, afirmou que a política interfere em áreas como educação, economia, saúde e liberdade de expressão, tornando necessária a presença de representantes comprometidos com valores que, segundo ele, refletem os princípios cristãos.
Estado laico e liberdade religiosa

Um dos pontos centrais da entrevista foi a distinção entre Estado laico e Estado ateu. Na avaliação de Mendanha, a Constituição garante a liberdade de crença e assegura que nenhuma religião seja adotada oficialmente pelo Estado, mas isso não significa que cidadãos ou representantes eleitos precisem ocultar suas convicções religiosas.
Segundo o ex-prefeito, parlamentares cristãos tiveram participação importante na consolidação das garantias constitucionais relacionadas à liberdade religiosa e continuam exercendo papel relevante na defesa desses direitos.

Durante a entrevista, ele também afirmou que propostas legislativas que tratam de temas ligados à liberdade de expressão e à atuação das igrejas devem ser debatidas dentro do ambiente democrático, preservando o direito de manifestação previsto na Constituição.

A presença dos cristãos na vida pública
Ao defender maior participação dos cristãos na política, Mendanha afirmou que essa presença não deve se limitar aos mandatos eletivos. Para ele, pessoas guiadas por princípios cristãos também precisam ocupar espaços na magistratura, na advocacia, na imprensa, nas universidades, na medicina, na educação e em outras áreas estratégicas da sociedade.

Como fundamento para esse entendimento, citou exemplos de personagens bíblicos que exerceram funções de liderança e governo, defendendo que fé e responsabilidade pública podem caminhar juntas.
Na avaliação apresentada durante o programa, a participação de homens e mulheres cristãos em diferentes setores fortalece o compromisso com valores como justiça, responsabilidade e serviço à sociedade.
Defesa da família e liberdade de expressão

Durante a entrevista, Mendanha afirmou que projetos relacionados à educação, à formação das crianças e a temas considerados sensíveis pela comunidade cristã devem ser discutidos com ampla participação da sociedade. Segundo ele, cabe aos representantes eleitos utilizar os instrumentos legislativos disponíveis para defender posições que considerem coerentes com seus princípios.
Ao comentar sua experiência como presidente da Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, relembrou situações em que utilizou prerrogativas regimentais para impedir o avanço de propostas com as quais não concordava, ressaltando que esse tipo de atuação faz parte das atribuições do Poder Legislativo.

Ainda segundo o entrevistado, preservar a liberdade de expressão representa um dos principais desafios do cenário político contemporâneo, sobretudo quando o debate envolve manifestações de caráter religioso.
Experiência administrativa e gestão pública

Ao lembrar os dois mandatos como prefeito de Aparecida de Goiânia, afirmou que administrar uma cidade exige atender toda a população, independentemente de religião, posição política ou qualquer outra característica pessoal.
Segundo ele, convicções individuais não impedem que políticas públicas sejam desenvolvidas de forma universal. Saúde, educação, segurança pública, geração de empregos e habitação foram citadas como áreas em que o gestor público deve atuar sem distinção entre os cidadãos.

Para o ex-prefeito, o papel do administrador é garantir que os serviços públicos cheguem igualmente à população, preservando o respeito às diferenças enquanto mantém suas próprias convicções pessoais.
Convicções sem abrir mão do diálogo

Embora tenha reafirmado posições conservadoras em temas relacionados à família, à liberdade religiosa e ao Estado de Israel, defendeu que diferenças ideológicas não podem impedir o diálogo entre pessoas que pensam de maneira distinta.
Segundo ele, a convivência democrática exige respeito, bom senso e disposição para ouvir opiniões divergentes.
Na sua avaliação, a política não deve ser conduzida pela intolerância, mas pela capacidade de construir soluções para problemas que afetam toda a sociedade.

Ainda durante o programa, afirmou que governar significa representar todos os cidadãos, independentemente de preferência política, religião ou posicionamento ideológico, princípio que considera essencial para quem exerce funções públicas.
Debate sobre o papel da igreja
Ao encerrar a entrevista, Gustavo Mendanha voltou ao tema que norteou toda a conversa: a relação entre igreja e política. Para o ex-prefeito, a participação dos cristãos nos debates públicos não representa interferência religiosa sobre o Estado, mas o exercício da cidadania garantida pela Constituição. Na avaliação apresentada no programa, a presença de pessoas comprometidas com seus valores em diferentes espaços institucionais fortalece o debate democrático e amplia a representação da sociedade nas decisões que influenciam o cotidiano da população.



