Força Aérea Brasileira desembarca na Venezuela com ajuda humanitária
Missão humanitária enviada pelo Brasil leva médicos, cães farejadores e equipamentos de resgate após tremores devastadores.
A Força Aérea Brasileira (FAB) desembarcou na Venezuela nesta sexta-feira (26) com uma missão humanitária destinada a apoiar os esforços de resgate no país, após os terremotos que ocorreram na última semana. A aeronave KC-390 Millennium, pertencente ao Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus, pousou na Base Militar da Força Aérea Venezuelana El Libertador, em Maracay, carregando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados.
Esforço coordenado
A missão brasileira foi organizada pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE) e conta com uma equipe de Busca e Resgate Urbano. Participam da operação profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MIDR), militares dos Corpos de Bombeiros de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Além disso, a sociedade civil também está mobilizada para ajudar. Brasileiros e venezuelanos residentes em Roraima estão recolhendo doações de alimentos e suprimentos para enviar às vítimas.
Ajuda internacional
A Venezuela recebeu, além da ajuda brasileira, apoio de outros países como México, Chile, El Salvador, Estados Unidos, Catar, Espanha e de membros da ONU. A equipe brasileira deve permanecer no país por 15 dias, com possibilidade de prorrogação por mais duas semanas, dedicando-se principalmente às ações de busca e resgate.
Terremotos devastadores
Os terremotos que abalaram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) atingiram magnitudes de 7,2 e 7,5. Até o fechamento desta matéria, foram confirmadas 235 mortes e 4.300 feridos. A situação é crítica, e as equipes de resgate correm contra o tempo na tentativa de salvar sobreviventes presos nos escombros.
Próximos passos
O governo brasileiro anunciou que neste sábado (27) outros dois aviões decolarão rumo à Venezuela, levando medicamentos e um hospital de campanha. O objetivo é ampliar o socorro às vítimas, com kits de calamidade que poderão atender cerca de 1.500 pessoas durante um mês sem comprometer os estoques do Sistema Único de Saúde (SUS).



