Jordélia Pereira Barbosa foi condenada por envenenar e matar duas crianças em Imperatriz, MA, com chocolates contaminados. Motivação seria ciúmes do ex-companheiro da mãe das vítimas.
Na madrugada desta terça-feira (23), a Justiça do Maranhão condenou Jordélia Pereira Barbosa a 66 anos de prisão em regime fechado. Ela foi julgada pelo envenenamento e morte de duas crianças em Imperatriz, crime ocorrido em abril do ano passado.
As vítimas, Luiz Fernando Rocha Silva, de 7 anos, e Evillyn Fernanda Rocha Silva, de 13, morreram após consumir ovos de Páscoa contaminados com chumbinho, um veneno usado ilegalmente para matar ratos. A mãe das crianças, Mírian Lira, também foi envenenada, mas sobreviveu após ficar internada na UTI.
Motivação e julgamento
O crime foi motivado por ciúmes e vingança, segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA). Jordélia era ex-namorada do companheiro de Mírian à época e premeditou o crime enviando os chocolates envenenados através de um mototaxista. Durante o julgamento, os jurados reconheceram a tentativa de homicídio qualificado contra Mírian e duplo homicídio qualificado contra as crianças.
Além da condenação, a Justiça determinou pagamento de indenização por danos morais, fixando 100 salários mínimos para Mírian Lira Rocha e 400 salários mínimos para os pais das crianças.
Investigação e prisão
Durante as investigações, a polícia concluiu que Jordélia viajou de Santa Inês a Imperatriz, usando nome falso em um hotel, e contratou um motoboy para entregar os ovos de Páscoa, acompanhados de um bilhete com mensagem de Páscoa. Ao ser presa, foram encontrados com ela perucas, restos de chocolate e um bilhete de ônibus.
A defesa de Jordélia tentou alegar que outra pessoa teria envenenado os doces, mas a versão foi considerada infundada pela Justiça, que manteve sua prisão preventiva e negou o direito de recorrer em liberdade.



