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Recuperação da Amazônia é insuficiente e El Niño traz novas preocupações

Após dois anos de seca severa, Amazônia mostra sinais de recuperação, mas fenômeno El Niño ameaça estabilidade climática da região.

Após enfrentar dois anos consecutivos de seca severa, a Amazônia registrou uma recuperação parcial de sua superfície coberta por água em 2025, conforme aponta levantamento do MapBiomas, divulgado nesta terça-feira (16). A plataforma, que monitora transformações na cobertura e uso da terra, destacou que, apesar da melhoria, o resultado está abaixo do esperado e a chegada do fenômeno El Niño levanta novas preocupações sobre a resiliência climática da região.

Impacto do El Niño

O fenômeno climático El Niño, que causa aquecimento das águas no Pacífico, é conhecido por provocar estiagens na Amazônia. Com sua confirmação em 11 de junho, especialistas alertam que o bioma pode enfrentar um novo período de aridez, comprometendo ainda mais sua recuperação.

Recuperação desigual

O levantamento do MapBiomas indica que a recuperação não foi uniforme em toda a região amazônica. Cerca de 37% da área ainda apresenta superfície de água abaixo da média histórica, o que preocupa ambientalistas e especialistas que pedem por atitudes mais conscientes na gestão e preservação do bioma.

Tendências nacionais e regionais

Em nível nacional, o Brasil vem enfrentando uma tendência de redução contínua da superfície de água. Entre 2015 e 2024, houve uma diminuição de 887 mil hectares em relação à década anterior. A situação é particularmente crítica no Centro-Oeste, onde estados como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registraram as maiores perdas de superfície coberta por água.

Ação humana e mudanças climáticas

Além dos fenômenos climáticos, a ação humana tem um papel significativo na redução da superfície de água. Transformações no uso da terra e eventos climáticos extremos são fatores que contribuem para a instabilidade do regime hídrico na Amazônia e outras regiões do país.

GED

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