PSDB pede cassação do mandato de Aava Santiago por infidelidade partidária
Partido alega infidelidade partidária após filiação da vereadora ao PSB sem carta de anuência; parlamentar diz que decisão foi discutida com lideranças nacionais
O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) entrou na Justiça Eleitoral para pedir a perda do mandato da vereadora Aava Santiago após a saída dela da legenda. Os diretórios estadual e metropolitano protocolaram ação no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), alegando infidelidade partidária depois que a parlamentar se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) sem apresentar carta de anuência.
Na ação, o partido afirma que não houve comunicação prévia sobre a troca de sigla e que os dirigentes teriam tomado conhecimento da nova filiação por meio da imprensa.
O argumento central é de que a janela partidária prevista para 2026 vale apenas para deputados estaduais e federais. Vereadores, segundo o PSDB, só podem mudar de partido fora desse período com autorização formal da legenda. A sigla sustenta ainda que o estatuto partidário não permite esse tipo de liberação.
Os tucanos também argumentam que a eleição de Aava ocorreu dentro da estrutura partidária, com financiamento da legenda e votos da chapa proporcional. Na peça apresentada ao tribunal, o partido afirma que “o mandato que hoje exerce não decorre de projeto político individual dissociado da legenda, mas da conjugação entre sua candidatura e a força partidária que a sustentou perante o eleitorado”.
Defesa da vereadora
A vereadora afirmou que ainda não havia sido notificada oficialmente sobre a ação e que soube do processo pela imprensa. Segundo ela, a saída do PSDB vinha sendo discutida com o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, desde outubro de 2025.
De acordo com Aava, o tema teria sido tratado em âmbito nacional, envolvendo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, dentro de um entendimento político entre PSDB e PSB. “Recebi com surpresa a notícia da ação judicial”, declarou.
O caso agora será analisado pela Justiça Eleitoral, que decidirá se houve ou não infidelidade partidária e se há fundamento para eventual perda do mandato.



