Economia & Negócios

Mudanças no FGC devem ter impacto limitado nos lucros dos bancos em 2026, avalia Citi

Antecipações de contribuições após caso Banco Master podem reduzir resultado em até 1,9%, segundo estimativas

Por Ana Lucia
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Revisões no modelo de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), aprovadas após a liquidação do Banco Master, devem gerar impacto limitado sobre os lucros dos principais bancos brasileiros em 2026. A avaliação é de analistas do Citi, que estimam efeitos variando entre 0,4% do lucro, no caso do Nubank, e 1,9% para o Banco do Brasil. O novo arcabouço prevê adiantamento de até 84 meses das contribuições ordinárias ao FGC, sendo 60 meses já em 2026 e parcelas adicionais em 2027 e 2028, além de contribuição extraordinária de seis pontos-base ao ano. No cálculo do impacto, os analistas consideraram custo de oportunidade equivalente a 100% do CDI e incluíram instituições como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil, Banco Inter e ABC Brasil. Segundo o relatório, o reflexo no capital Nível 1 seria moderado, em torno de oito pontos-base sobre o índice registrado no quarto trimestre de 2025. Após o Conselho Monetário Nacional aprovar alterações no estatuto do FGC, a próxima etapa depende da formalização, pelo Banco Central do Brasil, do cronograma de parcelamento dos adiantamentos, o que pode ocorrer entre março e maio. Analistas não descartam a possibilidade de concessão de dispensa temporária caso haja restrições de capital em algumas instituições. Paralelamente, bancos negociam, por meio da Febraban, a possibilidade de utilizar depósitos compulsórios no financiamento das antecipações, medida que poderia reduzir custos de oportunidade e mitigar pressões sobre a rentabilidade.

GED

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