Críticas após derrota expõem insatisfação interna no Atlético-GO às vésperas do mata-mata estadual

Presidente cobra desempenho do elenco, sinaliza reavaliação do comando técnico e admite preocupação com postura da equipe no Goianão
O clima no Atlético Goianiense ficou pesado após mais um resultado negativo no Campeonato Goiano. Depois da derrota de virada fora de casa para o Goiatuba, a segunda partida consecutiva sem vitória, o presidente Adson Batista fez um desabafo público e direcionou críticas duras ao elenco e ao trabalho do técnico Rafael Lacerda. A equipe havia empatado na rodada anterior com o Crac, no Antônio Accioly, e encerrou a primeira fase do estadual na quarta colocação, com 14 pontos, desempenho considerado abaixo do esperado pela diretoria. Segundo Adson, o time apresenta falhas recorrentes de organização e competitividade, a ponto de passar a impressão de falta de treino e de comprometimento em campo. O dirigente citou erros de posicionamento, laterais avançando ao mesmo tempo e ausência de encaixe defensivo como sintomas de um problema que, segundo ele, já se arrasta por algumas partidas. Na avaliação do presidente, a única atuação realmente convincente do Atlético-GO na competição foi no clássico contra o Vila Nova, o que aumenta a frustração com o rendimento recente. O discurso ganhou tom ainda mais duro quando Adson abordou o investimento mensal no elenco, estimado em cerca de R$ 2 milhões. Para ele, um grupo com esse custo precisa entregar desempenho compatível, especialmente em aspectos básicos como gesto técnico, tomada de decisão e intensidade. O presidente afirmou que o torcedor adversário chegou a demonstrar pena da atuação atleticana, tamanha a apatia demonstrada em campo, e não descartou a conclusão de que alguns atletas não têm condições de vestir a camisa do clube. Com o fim da primeira fase, o Atlético-GO agora se prepara para o mata-mata do Goianão diante da Abecat, confronto que começa fora de casa e será decidido no Accioly. Adson reconheceu que a equipe chega “de cabeça baixa” para a fase decisiva, cenário que considera perigoso, e avisou que fará reflexões profundas, inclusive fora das quatro linhas. Na visão do dirigente, qualquer ambiente de acomodação precisa ser rompido imediatamente, sob risco de o clube comprometer seus objetivos no estadual e ao longo da temporada.



