Defesa afirma que acusações contra Amanda Partata não se sustentam e pede tratamento médico

Após audiência de instrução, advogado diz confiar no Judiciário e sustenta que ré enfrenta problemas de saúde mental
Diante dos desdobramentos judiciais mais recentes, a defesa da advogada Amanda Partata voltou a afirmar que as acusações apresentadas contra ela são infundadas e que a ré necessita de acompanhamento médico especializado. A manifestação foi feita após a audiência de instrução e julgamento realizada nesta quinta-feira, quando a acusada optou por permanecer em silêncio.
Responsável pela defesa, o advogado Rodrigo Faucz declarou confiar na atuação do Judiciário e avaliou que, ao longo da audiência, não surgiram elementos capazes de sustentar as imputações. Segundo ele, ficou evidente que os fatos discutidos estão ligados a um quadro de saúde mental que exige atenção clínica adequada.
O processo analisado nesta fase não trata do caso de envenenamento que ganhou repercussão nacional, mas de acusações anteriores, como falsa identidade, falsidade ideológica, ameaça, perseguição, calúnia e extorsão. As supostas vítimas seriam ligadas ao ex-namorado da ré, Leonardo Pereira Alves Filho, com quem o relacionamento teria sido encerrado meses antes dos fatos investigados.
Durante a audiência, o juiz Luciano Borges da Silva determinou a abertura do prazo legal para apresentação dos memoriais, etapa em que acusação e defesa apresentam suas alegações finais por escrito. O prazo é de cinco dias, seguindo a ordem processual.
Testemunhas indicadas pela acusação relataram aspectos da investigação conduzida pelo Ministério Público de Goiás, enquanto a defesa optou por dispensar novas oitivas. Ao final, o advogado também solicitou o registro em ata de um episódio que, segundo ele, teria configurado difamação contra sua atuação profissional.
Em nota, a defesa reiterou que seguirá confiando em um julgamento técnico e imparcial, sustentando que as acusações não se confirmam e que a situação demanda abordagem médica, e não apenas penal.



