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Com período chuvoso, hospital alerta para reforço nos cuidados contra a dengue em Goiás

Unidade de saúde aponta aumento de casos no fim de 2025 e início de 2026 e orienta população a intensificar medidas de prevenção para evitar complicações

Com o avanço das chuvas em Goiás, o risco de proliferação do dengue volta a preocupar as autoridades de saúde. Diante desse cenário, o Hospital Estadual de Formosa (HEF) emitiu um alerta à população para que redobre os cuidados de prevenção, já que as condições climáticas favorecem a multiplicação do Aedes aegypti.

Dados da unidade mostram que, no último trimestre de 2025, período marcado pelo início da estação chuvosa, foram registrados 224 casos de dengue. Já nos primeiros dias de 2026, as notificações chegaram a 38 ocorrências, indicando a necessidade de atenção contínua para evitar o aumento das internações e a sobrecarga da rede hospitalar.

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A doença pode atingir pessoas de todas as idades, mas apresenta maior risco de complicações em idosos, gestantes, crianças pequenas e pacientes com doenças crônicas. Os sintomas mais frequentes incluem febre alta, dores musculares e articulares, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele, náuseas, vômitos e cansaço intenso. A identificação precoce é essencial para evitar agravamentos.

Segundo a enfermeira Karolina Reis, coordenadora do Núcleo Hospitalar de Epidemiologia do HEF, a hidratação adequada e a observação atenta dos sinais iniciais fazem diferença no prognóstico. Ela explica que, especialmente entre idosos, sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e qualquer tipo de sangramento devem ser tratados como sinais de alerta e exigem atendimento médico imediato.

No caso das gestantes, a atenção deve ser ainda maior. A gravidez reduz naturalmente a imunidade, o que aumenta a vulnerabilidade às infecções. Além disso, os sintomas iniciais da dengue podem se confundir com desconfortos comuns do período gestacional, dificultando o diagnóstico. A infecção pode causar desidratação, alterações na pressão arterial e, nos quadros mais graves, complicações obstétricas.

De acordo com o médico Wanderson Sant’Ana, coordenador do pronto-socorro do HEF, a redução das plaquetas pode provocar hemorragias e até o deslocamento de placenta, elevando o risco de aborto ou parto prematuro. Por isso, o diagnóstico precoce e o acompanhamento clínico são decisivos para a segurança da mãe e do bebê.

A principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito. Medidas simples, como manter caixas d’água vedadas, limpar calhas e ralos, descartar corretamente recipientes que acumulam água e manter quintais limpos, são fundamentais. O uso de repelentes e telas de proteção também é recomendado, especialmente para os grupos mais vulneráveis.

O hospital reforça que o engajamento da população durante o período chuvoso é essencial para impedir que pequenos focos do mosquito se transformem em surtos, protegendo a saúde coletiva e reduzindo a pressão sobre o sistema de saúde.

GED

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