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Itaú é a única marca brasileira entre as 500 mais valiosas do mundo e ranking global reforça domínio das big techs

Levantamento da Brand Finance mostra hegemonia de empresas de tecnologia e evidencia dificuldade de marcas tradicionais em competir no cenário internacional

Por Ana Lucia
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Em meio ao domínio absoluto das grandes empresas de tecnologia, apenas uma marca brasileira conseguiu figurar entre as 500 mais valiosas do mundo em 2026. O dado consta no ranking anual divulgado pela consultoria Brand Finance, que avalia valor financeiro, força de marca, reconhecimento do consumidor e desempenho internacional das principais companhias globais.
O levantamento evidencia a concentração de valor nas chamadas “big techs”. No topo da lista aparece a Apple, que se mantém como a marca mais valiosa do planeta, superando a marca de US$ 600 bilhões. Logo atrás está a Microsoft, impulsionada pelo crescimento em soluções corporativas, nuvem e inteligência artificial. Google e Amazon completam o grupo que domina as primeiras posições, reforçando o protagonismo da tecnologia na economia global.
Outro destaque do ranking foi a Nvidia, que registrou uma das maiores altas percentuais do ano, beneficiada diretamente pela expansão acelerada da inteligência artificial. A valorização expressiva da empresa reflete uma tendência clara: marcas associadas à inovação, dados e escala digital avançam com rapidez, enquanto setores tradicionais enfrentam maior dificuldade para manter relevância global.
Fora desse eixo tecnológico, empresas de segmentos mais clássicos perderam espaço ou ficaram estagnadas. O ranking revela que, além do desempenho financeiro, a capacidade de adaptação, percepção de valor pelo consumidor e presença internacional tornaram-se fatores decisivos para sustentar marcas em posições de destaque.
No Brasil, a única representante na lista é o Itaú Unibanco, que ocupa a 254ª posição. A instituição subiu 20 colocações em relação ao ano anterior, com crescimento de 15% no valor de marca, alcançando cerca de US$ 9,9 bilhões. O banco também obteve, de forma inédita, a classificação AAA- no Índice de Força de Marca, sinalizando alta confiança e reconhecimento junto ao público.
Em contrapartida, o Banco do Brasil, que havia aparecido no ranking no ano anterior, ficou fora da lista em 2026. O cenário reforça a dificuldade das marcas brasileiras em competir em escala global e mostra como o mercado internacional segue cada vez mais concentrado em empresas de tecnologia, inovação e forte presença digital.

GED

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