Saúde

OMS acende alerta para avanço da gripe K e reforça importância da vacinação

Nova variação do influenza A se espalha em diversos países, não indica maior gravidade até o momento e passa a ser monitorada no Brasil

Um novo sinal de atenção foi emitido pelas autoridades internacionais de saúde na última semana. A Organização Mundial da Saúde alertou para o avanço de uma variante do vírus influenza A, conhecida como gripe K, que tem apresentado crescimento acelerado em diferentes regiões do mundo e já entrou no radar da vigilância epidemiológica brasileira.

A gripe K não se trata de um novo tipo de vírus, mas de uma variação genética do influenza A subtipo H3N2, identificada tecnicamente como subclado J.2.4.1. O surgimento dessas mutações é considerado natural no ciclo evolutivo do vírus da gripe e explica, inclusive, a necessidade de atualização anual das vacinas contra a doença.

Dados reunidos pela plataforma internacional GISAID, que monitora sequenciamentos genéticos de vírus em todo o mundo, mostram que a circulação da gripe K cresceu de forma expressiva a partir de agosto de 2025, especialmente na Austrália e na Nova Zelândia. Desde então, a variante já foi detectada em mais de 34 países nos últimos seis meses. Embora a América do Sul não tenha sido apontada inicialmente como área de maior circulação, a mutação passou a ser acompanhada de perto também na região.

Até o momento, não há evidências de que a gripe K provoque quadros mais graves do que a gripe sazonal já conhecida. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, os países que identificaram a circulação da variante não observaram aumento relevante de hospitalizações, complicações ou mortes associadas ao subclado. O padrão clínico permanece semelhante ao das infecções por influenza em geral.

Os sintomas relatados seguem os mesmos da gripe comum, incluindo febre, dor de garganta, tosse, coriza, dor no corpo, mal-estar e fadiga. Como ocorre em outras variantes, idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com doenças crônicas continuam sendo os grupos mais suscetíveis a complicações.

Diante do cenário, a OMS e autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e da vigilância epidemiológica contínua. Mesmo com diferenças genéticas entre as cepas em circulação e aquelas presentes nas vacinas, a imunização segue sendo considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir casos graves, hospitalizações e óbitos. A orientação é manter a cobertura vacinal elevada, especialmente entre os públicos prioritários, como estratégia central de proteção coletiva.

GED

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