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Irã e Israel trocam ataques após cessar-fogo de abril

Após meses de cessar-fogo, tensão entre Irã e Israel resulta em novas ofensivas mútuas, complicando negociações de paz no Oriente Médio.

O conflito entre Irã e Israel voltou a escalar após meses de um frágil cessar-fogo firmado em abril. No último domingo (7/6), o Irã lançou mísseis contra Israel, em retaliação a ataques israelenses ao Hezbollah no Líbano. Em resposta, as Forças de Defesa de Israel (FDI) bombardearam alvos militares no oeste e centro do Irã.

A ofensiva iraniana marcou o primeiro ataque a Tel Aviv desde o cessar-fogo, com mísseis sobrevoando a província de Kermanshah. A Guarda Revolucionária do Irã descreveu a ação como um “aviso”, prometendo respostas mais amplas caso o conflito continue.

Intervenção e reações internacionais

A tensão ocorre em meio a esforços dos Estados Unidos para mediar a paz na região. O presidente Donald Trump expressou irritação com o ataque israelense a Beirute, que não foi coordenado com Washington. Trump afirmou estar próximo de um acordo com Teerã e pediu a Israel que evite novas retaliações.

Apesar das interceptações bem-sucedidas dos mísseis iranianos por Israel, as explosões no norte do país e as contínuas hostilidades destacam a fragilidade do cessar-fogo. As negociações de paz, mediadas pelos EUA, enfrentam agora novos desafios.

Impactos regionais

As explosões foram ouvidas também na Síria, onde jornalistas relataram estrondos atribuídos às defesas aéreas israelenses. O Comando Central dos EUA permanece em alerta diante da escalada de tensões.

O cenário atual reacende preocupações sobre a estabilidade no Oriente Médio, com a possibilidade de um conflito em larga escala envolvendo interesses americanos e sionistas na região.

GED

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