ESPORTE

Com Vila na liderança, Romário Policarpo aponta gestão e torcida como pilares da campanha

Vice-presidente do clube e presidente da Câmara de Goiânia destaca redução de passivos e participação dos torcedores em temporada que colocou o Tigre na ponta da Série B

Matteus Mascena Pereira Marçal
@matteus.marcal

Vice-presidente do Vila Nova e presidente da Câmara Municipal de Goiânia, Romário Policarpo (Cidadania) atribui o desempenho do clube na Série B do Campeonato Brasileiro a uma combinação entre reorganização financeira, investimentos no futebol e participação da torcida. O dirigente acompanha uma temporada em que o Tigre alcançou sua melhor campanha na era dos pontos corridos da competição.

O Vila voltou à liderança depois de vencer o América-MG por 1 a 0, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), com gol de André Luís. Foi a sétima passagem do time pela primeira colocação nesta edição da Série B. O clube também ampliou o período de permanência entre os seis primeiros colocados.

Para Policarpo, a presença do torcedor tem papel direto no momento vivido pelo time. “A torcida do Vila tem carregado a gente de uma forma que ninguém pode explicar. Obviamente, a gente não tem a maior torcida do país, mas temos uma torcida apaixonada”, afirmou.

A atuação de Romário no Vila Nova ocorre paralelamente ao exercício da presidência da Câmara de Goiânia. Nos últimos anos, ele também participou de articulações no Legislativo relacionadas à situação financeira do futebol goiano.

Uma delas resultou em parceria institucional entre a Câmara Municipal e a Assembleia Legislativa de Goiás para destinação de recursos aos clubes. O Vila Nova recebeu R$ 1,5 milhão dentro de um pacote de R$ 5,5 milhões direcionado ao futebol goiano, formado a partir de economia de despesas e devolução de sobras do duodécimo dos Legislativos.

Outra medida ocorreu durante a tramitação do Refis de 2023. Uma alteração na legislação permitiu a compensação de cerca de R$ 7 milhões em débitos de ISS do Vila Nova. A iniciativa alcançou também outros clubes goianos, que acumulavam, juntos, aproximadamente R$ 64 milhões em débitos.

Como contrapartida, os clubes assumiram compromissos de prestação de serviços sociais à população. A medida resultou na oferta de quase 6 mil vagas gratuitas de iniciação esportiva para crianças e adolescentes.

Dentro do Vila, a redução do passivo também se tornou uma das prioridades da administração iniciada em 2020. O clube enfrentava aproximadamente 220 processos, entre ações trabalhistas, cíveis e demandas na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

Desde então, cerca de R$ 20 milhões foram destinados ao pagamento de compromissos acumulados em administrações anteriores. Somente no último semestre, seis execuções trabalhistas foram encerradas, com desembolso superior a R$ 1,1 milhão.

A redução das pendências financeiras abriu espaço no orçamento e passou a integrar a estratégia para dar maior capacidade de investimento ao departamento de futebol. Para Policarpo, o equilíbrio entre responsabilidade financeira e competitividade esportiva é parte do processo de reconstrução do clube.

O dirigente também relaciona esse processo à recuperação da confiança dos torcedores. “O torcedor está tendo a oportunidade de lavar a alma dele e de torcer pelo seu time. E, principalmente, de mostrar o tamanho que é o Vila Nova”, declarou.

Dentro de campo, os resultados colocam essa reorganização à prova. A permanência nas primeiras posições mantém o Vila diretamente envolvido na disputa pelo acesso à Série A e aumenta a expectativa para a reta final do campeonato.

Policarpo evita estabelecer um limite para o crescimento do clube, mas afirma que o trabalho ainda está em desenvolvimento. “A gente não atingiu nem metade do potencial que o Vila Nova tem. O que eu quero é continuar velhinho aqui dentro, fazendo esse torcedor sorrir. Quando ele está sorrindo, eu também estou”, disse.

Com o Vila na disputa pelas primeiras posições da Série B, Romário Policarpo chega à reta final da temporada conciliando a atuação política com a função na direção colorada. Para o clube, o desafio imediato é transformar a regularidade apresentada ao longo do campeonato em resultado esportivo e manter a reorganização financeira que reduziu parte das pendências acumuladas nos últimos anos.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo