Beber álcool pode aumentar a vontade de fumar, apontam estudos

Beber álcool pode aumentar a vontade de fumar entre pessoas que já mantêm contato com o cigarro, mesmo de forma ocasional. A associação não ocorre apenas por hábito: envolve efeitos no cérebro, redução das inibições e situações que, com o tempo, passam a funcionar como gatilhos para o consumo.
Álcool e nicotina interferem em sistemas cerebrais relacionados à recompensa. Estudos indicam que o álcool pode intensificar o desejo pelo cigarro, diminuir o tempo até a pessoa começar a fumar e aumentar o consumo de nicotina em determinadas situações.
Há também um componente comportamental. Para quem associa cigarro a bares, festas ou encontros sociais, o simples contexto da bebida pode despertar vontade de fumar. Essa ligação tende a ser importante entre fumantes ocasionais, que muitas vezes concentram o hábito nesses ambientes.
O álcool também reduz a capacidade de controlar impulsos. Assim, alguém que pretendia não fumar pode flexibilizar a decisão depois de beber. Já a nicotina pode diminuir parte da sensação de sedação provocada pelo álcool, favorecendo a continuidade do consumo das duas substâncias.
A relação merece atenção especialmente para quem tenta abandonar o cigarro. Identificar pessoas, lugares e situações que despertam a vontade de fumar faz parte das estratégias recomendadas para evitar recaídas.
No Brasil, 11,5% dos adultos das capitais e do Distrito Federal declararam fumar em 2024. Quem deseja parar pode buscar tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde, que mantém atendimento para cessação do tabagismo.



