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Famílias enfrentam desafios para garantir suporte a crianças com autismo

A busca por tratamento e suporte adequado para crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é marcada por dificuldades no acesso a profissionais e serviços de qualidade.

O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em uma criança é apenas o início de uma jornada que muitas famílias goianas enfrentam em busca de tratamento e suporte adequados. Gabriela Aguiar, moradora de Porto Alegre, viveu essa realidade ao buscar atendimento para seu filho Caio, diagnosticado com TEA aos quatro anos.

Desafios no acesso ao tratamento

Após receber o diagnóstico, Gabriela encontrou dificuldades para conseguir terapias através do plano de saúde e, posteriormente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A espera por consultas e a qualidade do atendimento foram obstáculos que a levaram a buscar a Defensoria Pública para garantir os direitos do filho.

Em Goiás, a situação não é diferente. Muitas famílias enfrentam longas filas de espera e a falta de profissionais qualificados na rede pública. A necessidade de tratamento com fonoaudiólogos, psicoterapeutas e terapeutas ocupacionais é comum, mas o acesso a esses serviços ainda é limitado.

Direitos garantidos por lei

A Lei Federal nº 12.764, de 2012, assegura uma série de direitos às pessoas com TEA, incluindo saúde integral e atendimento preferencial. Contudo, a realidade prática ainda está distante do ideal, com muitos pais precisando recorrer à justiça para garantir esses direitos.

Rede de apoio e informação

O neuropediatra Rudimar Riesgo, do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, recomenda que as famílias busquem informações precisas e apoio de grupos e associações de pais. Ele alerta para os riscos de buscar informações não filtradas na internet, que podem causar angústia e desinformação.

No Estado, o Programa TEAcolhe oferece suporte através de Centros de Atendimento em Saúde, mas a demanda crescente continua a desafiar a capacidade de atendimento.

Iniciativas de apoio

Iniciativas como a plataforma BR Terapeutas, criada pela fonoaudióloga Cíntia Santos, têm ajudado a conectar famílias a profissionais qualificados em diversas áreas. A plataforma já conta com milhares de profissionais cadastrados em todo o Brasil, facilitando o acesso a terapias essenciais.

Para as famílias goianas, a luta por um atendimento digno e eficaz continua, exigindo persistência e, muitas vezes, ação judicial para garantir os direitos das crianças com TEA.

GED

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