Nova Coca-Cola chega ao mercado com zero açúcar, cafeína e calorias

Produto começa a ser distribuído em setembro em todas as regiões do país, inicialmente em embalagens individuais de até 350 ml
Matteus Mascena Pereira Marçal
@matteus.marcal
A Coca-Cola amplia neste mês o portfólio brasileiro com uma versão que reúne três características em um mesmo produto: zero cafeína, zero açúcar e zero calorias. A Coca-Cola Zero Cafeína Zero Açúcar começa a ser distribuída em todas as regiões do país, inicialmente em embalagens individuais de até 350 ml, numa aposta da companhia em oferecer alternativas para diferentes horários e hábitos de consumo.
O lançamento ocorre durante o Rio Gastronomia, com ações de experimentação do produto. A nova versão também ganhou identidade visual própria, com embalagem predominantemente preta e detalhes dourados, recurso utilizado para diferenciá-la das demais opções da linha nas prateleiras.
A novidade acrescenta mais um capítulo à evolução de uma bebida criada há 140 anos. A primeira Coca-Cola foi servida em 8 de maio de 1886, na Jacobs’ Pharmacy, em Atlanta, nos Estados Unidos, pelo farmacêutico John Pemberton. A marca chegou ao Brasil em 1941 e, nas décadas seguintes, ampliou sua presença e diversificou produtos e embalagens. Coca-Cola
Essa transformação foi além do refrigerante original. A própria linha Coca-Cola passou a incorporar alternativas destinadas a públicos com diferentes preferências. No mercado brasileiro, a Coca-Cola Sem Açúcar teve sua formulação atualizada em 2017. A página oficial da marca também registra produtos desenvolvidos em outros momentos, como a Coca-Cola Plus Café Espresso, que seguiu o caminho oposto da novidade atual ao combinar o refrigerante com uma presença maior de cafeína. Coca-Cola

Agora, a retirada da cafeína amplia esse movimento de diversificação. A cafeína faz parte da formulação tradicional da Coca-Cola e contribui para seu perfil de sabor. A versão recém-lançada busca alcançar consumidores que preferem evitar o ingrediente em determinados momentos, mantendo uma alternativa sem açúcar e sem calorias.
Segundo Raquel Ribeiro, diretora de Marketing da Coca-Cola Brasil, a criação considera mudanças no comportamento dos consumidores e a procura por produtos adequados a diferentes ocasiões. “As pessoas valorizam as suas noites e estão sempre em busca de algo que complemente o seu estilo de vida”, afirma.
A diversificação também aparece quando se observa a operação brasileira como um todo. A Coca-Cola Brasil informa que seu sistema reúne atualmente mais de 200 produtos distribuídos por nove segmentos, incluindo refrigerantes, águas, chás, néctares, sucos, lácteos, água de coco, bebidas esportivas e vegetais. A operação envolve sete grupos de fabricantes franqueados, além de outras parcerias. Coca-Cola
As embalagens também passaram por mudanças ao longo dessa trajetória. Além das latas e garrafas descartáveis, a companhia mantém opções retornáveis. No Brasil, há embalagens de vidro retornáveis de 200 ml, 290 ml, 1 litro e 1,25 litro e modelos RefPET de 1,5 e 2 litros. Nesse sistema, o consumidor leva a embalagem vazia ao ponto de venda e paga pelo conteúdo na troca por outra retornável. Coca-Cola
Em Goiás e Tocantins, a Coca-Cola Bandeirantes faz parte da estrutura de produção, distribuição e comercialização das bebidas. Ligada ao Grupo José Alves, a empresa atua nos dois estados desde 1987, mantém centro produtor em Trindade, na Região Metropolitana de Goiânia, e informa atender mais de 30 mil pontos de venda.
Para a nova Coca-Cola Zero Cafeína Zero Açúcar, a estratégia prevê ainda campanha publicitária a partir de outubro, além de mídia exterior e ações digitais. A chegada da versão sem cafeína ocorre, assim, dentro de uma trajetória de expansão que levou a companhia de um único refrigerante a um portfólio formado por diferentes categorias e opções de consumo.
LUDMILA LACERDA
ASSISTENTE DE COMUNICAÇÃO/MKT



