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Missões: obedecer a Jesus pede fé, gratidão e disposição para servir, diz Édson Vander

Pastores mostram como recursos financeiros, apoio, acompanhamento e assistência ao missionário podem fortalecer o trabalho missionário

Por Matteus Mascena Pereira Marçal

O programa Tempo de Decisão recebeu o pastor Édson Vander, secretário de missões da Assembleia de Deus Ministério Jardim América, para uma entrevista conduzida pelo pastor Epaminondas Filho. Ao longo da conversa, entraram em pauta aspectos do trabalho missionário, a participação da igreja nesse processo, a atuação de profissionais em ações de missão e a responsabilidade de cada pessoa diante daquilo que pode oferecer.

Pastor Epaminondas lembrou sua atuação em viagens missionárias realizadas em diferentes regiões do país, entre elas a Amazônia, o Acre e Mato Grosso. A entrevista seguiu com uma discussão sobre o lugar das missões dentro da igreja. O trabalho missionário não deve ser tratado como um departamento entre outros e precisa de prioridade como uma questão presente na atuação das igrejas.

Na sequência, Epaminondas questionou se a atual geração está preparada para enviar os próprios filhos para missões. Pastor Édson Vander respondeu que há o desejo de poupar os filhos, para que tenham uma vida confortável e não passem por dificuldades ou perigos.
O envolvimento precisa ir além de eventos pontuais e estar ligado à prática cotidiana da fé. Defendeu que o trabalho não deve ser tratado como uma escolha entre perto e longe.
A orientação bíblica de atuar em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da terra aponta para ações concretas em favor da missão.

Emoção e acompanhamento

Pastor Epaminondas perguntou se a facilidade de acompanhar projetos pela internet criou uma geração capaz de se emocionar com missões. É importante conhecer o trabalho desenvolvido, observar o histórico de quem atua no projeto e ajudar a manter na continuidade das ações dos missionários? Nesse contexto, o programa reforçou a importância de reflexão sobre recursos e o papel que a igreja precisa entender sobre a responsabilidade das igrejas com os trabalhos missionários.

Foi evidenciado a importância do trabalho desenvolvido por missionários que deixam sua rotina para atuar em diferentes comunidades e realidades.

Ao tratar da experiência no campo, foram mencionadas dificuldades como solidão, saudade, diferenças culturais, alimentação e adaptação ao modo de vida local. Situações que ajudam a dimensionar os desafios enfrentados por esses profissionais da missão e reforçam a necessidade de acompanhamento e apoio por parte das igrejas que os enviam.

O episódio bíblico de João Marcos foi lembrado durante a conversa como exemplo de alguém que deixou uma viagem e posteriormente voltou a ser considerado útil ao ministério.
O programa ampliou a discussão os profissional que não exercem atividade missionária em tempo integral.
Médicos, enfermeiros, advogados, dentistas, psicólogos, psiquiatras e profissionais de outras áreas foram citados como exemplos de pessoas capazes de oferecer conhecimento em ações de curta duração.

Prioridade e disposição

Na parte final da entrevista, entendemos a responsabilidade da igreja diante das missões e seus missionários. A prestação de contas diante de Deus apareceu como ponto central desse entendimento, e que a igreja deverá responder pelo que fez com aquilo que lhe foi dado, afirmando que o tempo, dinheiro, recursos, saúde, dons, talentos e habilidades devem ser usados para ajudar na missão que é usada para a glória de Deus.

A responsabilidade da igreja com o avanço missionário também aparece em Romanos 15:23-24. No trecho, Paulo manifesta o desejo de passar por Roma antes de seguir para a Espanha e conta com o auxílio dos irmãos para prosseguir a viagem.

Também temos a passagem bíblica que reforça o papel da igreja no apoio prático e logístico àqueles que seguem para o campo missionário. Em 1 Tessalonicenses 5:12-13: A igreja é orientada a reconhecer aqueles que trabalham entre os irmãos e a considerá-los com estima por causa da obra que realizaram.

Nesse contexto, a mensagem reforçou a importância de reflexão em uma pergunta: o que a igreja fez com aquilo que recebeu em prol da missão e missionários?

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