Delegado Anderson Pimentel alerta pais sobre celular, amizades e rotina dos filhos

Em entrevista a Epaminondas Filho, delegado e professor defendeu diálogo, presença e atenção a mudanças de comportamento, companhias, redes sociais e situações comuns que podem expor jovens a riscos
A Palavra de Deus foi o ponto de partida para uma reflexão sobre cuidado, responsabilidade e presença dentro da família no programa Tempo de Decisão.
Em conversa com o delegado e professor universitário de Direito Anderson Pimentel, o pastor Epaminondas Filho levou o ensinamento bíblico para situações enfrentadas diariamente por pais e filhos, mostrando que fé e prudência podem caminhar juntas.
Ao longo da entrevista, a ideia de vigilância ganhou um sentido que vai além da preocupação com a segurança. Epaminondas retomou o ensinamento de Mateus 25:13 para mostrar que “vigiar” também significa permanecer atento, agir com sabedoria e não ignorar aquilo que acontece ao redor.

Dentro da família, essa atenção pode aparecer em atitudes simples: perguntar como foi o dia, conhecer as amizades dos filhos, observar mudanças de comportamento e manter abertura para ouvir. Para o convidado, estar presente não significa apenas morar na mesma casa, mas participar da vida de crianças e jovens.
Fé que acompanha a rotina
A conversa também mostrou que os ensinamentos cristãos não precisam ficar restritos ao momento de oração ou ao ambiente da igreja.
Eles podem orientar decisões tomadas dentro de casa, principalmente quando pais enfrentam dúvidas sobre educação, comportamento e segurança.

O delegado destacou que escola, igreja e outras instituições contribuem para a formação, mas não substituem a responsabilidade da família.
Nesse ponto, lembrou que o comportamento dos adultos também ensina. “A palavra conduz, mas o exemplo arrasta”, afirmou.
A reflexão aproximou fé e prática. Ensinar verdade, responsabilidade e respeito exige que esses valores também estejam presentes na maneira como os pais se relacionam com os filhos.
Ouvir também é cuidar

Celular, redes sociais, novas amizades e lugares frequentados pelos filhos passaram a ser analisados não apenas como questões de segurança, mas como oportunidades para fortalecer o diálogo.
O professor ressaltou que acompanhar não deve significar transformar a convivência em permanente desconfiança. A proximidade permite perceber quando alguma coisa muda e, principalmente, cria condições para que o filho procure os pais quando enfrenta uma dificuldade.
Café da manhã, jantar, deslocamentos e momentos de lazer podem abrir espaço para conversas que muitas vezes não acontecem quando a relação se resume a cobranças.
Prudência nas pequenas escolhas
Entre os exemplos apresentados, o delegado citou situações aparentemente simples, como um jovem receber de outra pessoa uma mochila, pacote ou objeto para guardar ou transportar. A orientação é perguntar de quem é, qual a origem e por que aquilo está sendo levado para casa.

A atitude se relaciona ao princípio de prudência discutido durante o programa: não esperar que uma situação se agrave para começar a agir. O mesmo vale para amizades, redes sociais e ambientes frequentados pelos filhos.
O entrevistado também chamou atenção para a influência da aparência de sucesso exibida na internet. Dinheiro, poder e status podem exercer atração principalmente sobre os mais jovens, o que reforça a necessidade de conversar sobre escolhas, valores e consequências.

Na reta final, Anderson Pimentel resumiu a orientação aos pais em poucas palavras: “Ame. Ame e se mantenha aberto”. A frase reforçou o eixo da conversa: uma família que mantém espaço para a verdade e para o diálogo tem mais condições de perceber quando alguém precisa de ajuda.

Epaminondas encerrou retomando o sentido do “vigiai”. Aplicado à vida familiar, o ensinamento bíblico se transforma em presença, discernimento e cuidado.
Mais do que viver com medo, significa observar com amor, orientar com sabedoria, buscar ajuda quando necessário e manter a Palavra de Deus presente também nas decisões mais simples do cotidiano.




