Ricardo Caiado defende centros de saúde mental para acelerar diagnósticos em Goiás

Durante participação na Fox TV Brasil, Ricardo Caiado associou saúde mental, diagnóstico precoce e prevenção, defendeu cinco centros de referência no estado e afirmou que pretende transformar a experiência clínica em política pública
Durante entrevista ao jornalista Raimundo Lira, no programa Resenha Política, da Fox TV Brasil, o psicólogo e neurocientista Dr. Ricardo Caiado defendeu a criação de cinco centros de referência em saúde mental em Goiás, com foco em diagnóstico rápido, intervenção precoce e uso de tecnologia para atender a população pelo setor público.
Na conversa, ele também confirmou sua condição de pré-candidato a deputado federal por Goiás e afirmou que pretende transformar a experiência clínica acumulada em proposta de política pública.
Ao longo da entrevista, Ricardo Caiado apresentou a saúde mental como uma das principais demandas sociais do momento. Segundo ele, famílias, professores, profissionais da saúde, militares, motoristas, estudantes e trabalhadores em geral enfrentam dificuldades para identificar, diagnosticar e tratar quadros como ansiedade, depressão, esgotamento, transtornos de aprendizagem e sinais associados ao pós-Covid.
Na avaliação do neurocientista, um dos maiores problemas está na demora para o diagnóstico. Ele afirmou que muitas pessoas passam por diferentes especialistas, realizam exames e continuam sem uma resposta clara para seus sintomas. Para ele, a ausência de dados objetivos dificulta a prevenção, atrasa tratamentos e aumenta o sofrimento das famílias.

Ricardo Caiado explicou que sua metodologia trabalha com avaliação funcional do organismo, análise do sistema nervoso central e do sistema nervoso autônomo, além de tecnologias voltadas ao acompanhamento de marcadores cerebrais e fisiológicos. Segundo o entrevistado, a proposta não substitui médicos ou especialistas, mas pode auxiliar na identificação de alterações e no direcionamento mais rápido do atendimento.
Durante o programa, ele também relacionou parte dos quadros atuais de fadiga, desatenção, falhas de memória e desânimo à chamada síndrome pós-Covid. De acordo com Caiado, muitos pacientes só percebem os efeitos meses depois da infecção, o que dificulta a associação entre sintomas e histórico clínico. Ele defendeu que o tema seja tratado sem polarização política e com investimento em pesquisa, protocolos e capacitação.
Outro ponto abordado foi a aplicação da saúde mental nas políticas públicas. Caiado disse ter colocado à disposição de gestores e parlamentares um software desenvolvido a partir de sua experiência em pesquisa, capaz, segundo ele, de fazer uma varredura inicial do sistema nervoso involuntário em poucos minutos. A ferramenta seria usada como triagem para identificar níveis de risco e orientar encaminhamentos.

Na parte política da entrevista, Raimundo Lira apresentou Ricardo Caiado como pré-candidato a deputado federal por Goiás. O neurocientista afirmou que o convite surgiu após conversas com lideranças do Podemos e que sua principal motivação é levar para a rede pública uma estrutura de diagnóstico e reabilitação em saúde mental.
A proposta defendida por ele prevê a criação inicial de cinco centros de referência em saúde mental no estado. Segundo Caiado, a escolha das regiões deveria ser feita com base em dados de demanda, após levantamento junto aos municípios goianos. Ele citou a possibilidade de dialogar com prefeitos e gestores para identificar áreas com maior urgência, incluindo o Entorno do Distrito Federal e outras regiões estratégicas.
Caiado também citou, durante a entrevista, dados que considera preocupantes. Segundo ele, Goiás teria registrado aumento de 56,6% em casos de autoextermínio em dez anos e 15,6% da população do estado apresentaria depressão.
Os números foram apresentados pelo entrevistado como base para defender mais investimento em prevenção, diagnóstico e tratamento. PONTO A CONFIRMAR: a edição deve checar a fonte oficial completa desses indicadores antes da publicação impressa.

Ao comentar sua trajetória, Ricardo Caiado destacou quase duas décadas dedicadas a estudos em comportamento humano, psicofisiologia, neuromarcadores, neurofeedback e análise do sistema nervoso autônomo. Ele afirmou que não pretende criar algo distante de sua prática profissional, mas ampliar para a população o que já realiza em ambiente clínico e de pesquisa.
No encerramento, o entrevistado disse que sua intenção é levar esperança a famílias que convivem com depressão, dificuldades de aprendizagem, suspeitas de transtornos do desenvolvimento, esgotamento emocional e falta de acesso a diagnóstico.
A pior coisa na vida é a falta de esperança”, afirmou Caiado, ao defender que a saúde mental seja tratada como prioridade pública.





