Mundo

Presidente Lula compara ataques de Israel na Faixa de Gaza ao Holocausto de Hitler durante coletiva na África

Durante uma coletiva de imprensa neste domingo (18/2), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez declarações contundentes em relação aos ataques de Israel na Faixa de Gaza, comparando-os ao massacre promovido por Hitler contra os judeus no século XX.
Em sua fala, Lula questionou a suspensão recente da ajuda humanitária aos palestinos, dirigindo críticas ao que chamou de “mundo rico”. Ele argumentou que o que está ocorrendo na Faixa de Gaza não é uma guerra entre soldados, mas sim um “genocídio” perpetrado por um exército altamente preparado contra mulheres e crianças.
“As palavras do presidente do Brasil são vergonhosas e graves”, reagiu o ministro das Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, prometendo uma reprimenda ao embaixador brasileiro. A Confederação Israelita do Brasil (Conib) também emitiu uma nota de repúdio às declarações de Lula, enfatizando as diferenças entre os ataques de Israel e o Holocausto.
O governo brasileiro, por sua vez, defende na Organização das Nações Unidas (ONU) o reconhecimento do Estado Palestino como Estado pleno e soberano, incluindo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, com Jerusalém oriental como capital.
Lula também criticou os ataques do Hamas contra civis israelenses, mas não deixou de condenar as ações do Exército de Israel na Faixa de Gaza. Além disso, ele atribuiu o conflito no Oriente Médio e a guerra na Ucrânia à falta de uma instância de deliberação.
Desde outubro de 2023, há um conflito armado na região, com ataques diários de Tel Aviv, e hoje a Autoridade Palestina não tem influência em Gaza, que é governada pelo Hamas desde 2006. As declarações de Lula levantaram debates sobre a posição do Brasil em relação ao conflito no Oriente Médio e à política externa adotada pelo governo brasileiro.

Ministro de Israel convoca embaixador brasileiro em repúdio a declarações de Lula

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, anunciou neste domingo (18) que convocou uma reunião com o embaixador do Brasil em Tel Aviv para manifestar repúdio às declarações feitas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula comparou as ações do governo israelense na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus realizado por Adolf Hitler no Holocausto durante entrevista concedida em Adis Adeba, capital da Etiópia.
palavras de Lula provocaram forte reação por parte de Katz, que as classificou como “vergonhosas e graves”. “Ninguém prejudicará o direito de Israel se defender”, afirmou o ministro, anunciando a convocação do embaixador brasileiro para uma “chamada de reprimenda”, marcada para segunda-feira (19).
O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Benjamin Netanyahu, também se pronunciou sobre o ocorrido, endossando a convocação do embaixador brasileiro. Em uma postagem nas redes sociais, Netanyahu afirmou que “comparar Israel ao Holocausto nazista de Hitler é cruzar a linha vermelha”.
Além disso, a Conib emitiu uma nota condenando veementemente a comparação feita por Lula, acusando o governo brasileiro de adotar uma postura desequilibrada sobre o assunto e pedindo moderação às autoridades.
A Federação Israelita do Estado de São Paulo também se pronunciou, classificando as declarações do ex-presidente como “maldosas” e destacando a legitimidade da defesa de Israel contra grupos terroristas.
As declarações de Lula geraram intensa controvérsia e tensionaram ainda mais as relações diplomáticas entre Brasil e Israel.
A convocação do embaixador brasileiro para uma reunião de repreensão evidencia a gravidade do episódio e aponta para possíveis desdobramentos nas relações bilaterais entre os dois países.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo