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Espanha exige visto para escala em aeroportos

A Espanha implementou recentemente a exigência de vistos para quenianos que façam escala em seus aeroportos, como parte de um esforço para conter o aumento exponencial de pedidos de asilo em Madrid desde agosto de 2023. A medida visa lidar com uma situação extraordinária no aeroporto de Barajas, onde a chegada de solicitantes de asilo, predominantemente de países africanos, tem causado congestionamento nos serviços de atendimento.
O ministro da Administração Interna, Fernando Grande-Marlaska, confirmou que a aplicação dessa regra pode ser estendida a cidadãos de outros países africanos, como o Senegal, em consonância com a política de proteção internacional da União Europeia.
A Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado (Cear) e sindicatos da polícia relataram um elevado número de pedidos de asilo no aeroporto de Madrid, resultando em condições inadequadas de espera para os solicitantes, incluindo superlotação e falta de higiene.
A Gol já enfrenta críticas sobre as condições de espera nos serviços de atendimento, e sindicatos da polícia levantam preocupações sobre a possível prática fraudulenta de solicitar asilo durante escalas em Madrid.
A organização não governamental e sindicatos destacam que a nacionalidade mais frequente entre os solicitantes nos últimos dias é do Senegal, seguida por Marrocos, Mali e Guiné-Conacri.
Após a Cear denunciar a situação, a Cruz Vermelha Espanhola anunciou a suspensão temporária da prestação de assistência nos espaços do aeroporto de Madrid até que “condições dignas” sejam garantidas.
A ONG pede que a Espanha permita a entrada excepcional por razões humanitárias para aqueles com “necessidades específicas”, atribuindo-lhes datas e locais para formalizar os pedidos de asilo. Além disso, insta o país a encerrar a exigência de visto, considerando-a um obstáculo que dificulta o acesso à proteção internacional.
A crise em Barajas destaca a necessidade de uma resposta eficaz para lidar com o aumento de pedidos de asilo, garantindo condições dignas e cumprindo as diretrizes europeias que estabelecem prazos para formalização dos pedidos e condições adequadas de acolhimento.

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