Cidade se destaca entre as grandes geradoras de emprego no Brasil; oportunidades se multiplicam para quem trabalha e para quem aposta no potencial econômico do município
Há menos de uma década, Aparecida de Goiânia figurava entre as 30 cidades mais violentas do mundo. Além de violenta, Aparecida ainda era conhecida pejorativamente como cidade dormitório.
Hoje, graças aos investimentos em infraestrutura básica, a realidade é outra. Para atrair investidores foi preciso criar condições para que seus negócios prosperassem na cidade. O asfalto, as dezenas de escolas, as várias UBSs, três UPAs, as escolas de formação técnica e as universidades chegaram.
“Os médios ou grandes investidores buscam, sobretudo, segurança quando escolhem uma cidade para expandir ou iniciar um negócio. Todo empresário sabe que o filho do operário, por exemplo, vai precisar de uma creche, que a família do trabalhador precisa de assistência médica, que os filhos dos trabalhadores irão precisar de formação. Quando a cidade não oferece, o empresário não investe porque sabe que não terá mão de obra”, justifica o presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), Leopoldo Moreira.
Aparecida figura o seleto grupo das maiores geradoras de emprego do País. Semanalmente, o Sistema Municipal de Emprego (SIME), criado para ser a ponte entre quem busca mão de obra e quem busca emprego, divulga centenas de vagas. O pai ou mãe de família agora trabalha há poucos quilômetros de casa.
Na ‘terra das oportunidades’ todos saem ganhando. A arrecadação e, consequentemente, os investimentos públicos aumentam. Cresce o número de empresas formais e o de trabalhadores com carteira assinada.
O Produto Interno Bruto (PIB) de Aparecida saltou de R$ 3,8 bilhões, em 2009, para R$ 14,4 bilhões, em 2019, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com a chegada constante de novos investidores, que reconhecem o potencial de Aparecida, a expectativa da administração local é de que nos próximos anos o PIB será de R$ 20 bilhões anuais.
Em 2010, por exemplo, segundo a Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), pouco mais de nove mil empresas estavam instaladas em Aparecida. Hoje, são cerca de 80 mil CNPJs ativos.
O painel do Novo Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged) aponta que atualmente mais de 109 mil aparecidenses trabalham com carteira assinada. Os setores que se destacam são o comércio e a indústria.
“A implantação dos polos industriais, que começou lá atrás, foi fundamental para Aparecida atrair milhares de negócios”. Hoje, segundo a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, cerca de 84 mil trabalhadores estão empregados. “Os polos foram criados para preencher grandes vazios urbanos na cidade que crescia de maneira desordenada. Hoje, eles representam muito para nossa economia”, aponta o secretário Felismar Martins.
Graças ao empenho dos poderes municipal e estadual, que trabalham juntos pela cidade, a Colônia Agroindustrial do Regime Semiaberto do Complexo Prisional, vai mudar de endereço. Em seu lugar será construído o Complexo Metropolitano Industrial. “O novo polo que está em fase de implantação vai abrigar centenas de empresas em uma área de mais de 2 milhões de metros quadrados. É a realização de sonho, estamos transferindo uma cadeia e trazendo grandes empresas que vão oferecer trabalho para nossa gente”, comemora o prefeito de Aparecida de Goiânia, Vilmar Mariano.
Se engana quem pensa que a cidade valoriza apenas os grandes negócios. Em Aparecida, o microempreendedor individual (MEI) também tem vez. O município, através de parcerias com o Sistema S, oferece orientação, formação e qualificação para que novas portas sejam ou permaneçam abertas.
Para orientar o MEI, a cidade foi pioneira na criação da Casa do Empreendedor. Neste espaço, quem quer iniciar uma atividade comercial com total segurança, encontra orientação necessária para não ficar pelo caminho. Além disso, a formalização de um pequeno negócio é feita com agilidade.